Polícia Militar de Araçatuba terá drones para auxiliar atividades policiais

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Em breve, Araçatuba irá receber dois drones que irão sobrevoar a região para ajudar no combate à criminalidade. Os aparelhos irão auxiliar as atividades policiais em tempo real, com transmissão direta ao Centro de Operações da Polícia Militar, o Copom. O anúncio foi feito pelo governador João Doria nessa quinta-feira (5).

A licitação para a compra dos equipamentos – marca DJI e modelo Mavic 2 zoom – começou em junho e terminou em setembro. Para a aquisição, com investimento de R$ 3 milhões, foram realizados testes de voo, aferição do tempo de duração da bateria, comandos e resposta dos drones e acionamento do retorno de emergência, entre outros.

Os novos equipamentos serão usados em todas as regiões do estado, possibilitando a captação, transmissão, gravação e gerenciamento de imagens de interesse da Segurança Pública. A medida permite que o material seja retransmitido em tempo real ao comando da Polícia Militar para análise e estratégia adequada de abordagem e atuação em cada ocorrência.

A reportagem apurou que nos próximos dias, o CPI 10 (Comando de Policiamento do Interior) irá receber dois drones do tipo para auxiliar no cotidiano da corporação. Essa é a quantidade que os demais CPIs também irão receber, totalizando 20 equipamentos. A data para o começo das operações aéreas ainda não foi divulgada.

PRESÍDIOS

Outra novidade anunciada por Doria foi um sistema que irá sobrevoar o espaço aéreo dos presídios para evitar invasões por criminosos. Será a primeira vez que um drone do tipo funcionará em uma unidade prisional da América Latina.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que a inovação conta com um sistema de detecção de frequências e ondas de rádios, áudio e sensor óptico. Após a localização e confirmação do drone invasor, entra em ação uma metodologia que ‘embaralha’ a comunicação entre o equipamento clandestino e o seu operador.

O operador do sistema antidrone pode escolher entre forçar a aterrisagem do drone invasor, retorno do aparelho suspeito à base de origem ou até sua destruição, mantendo-o suspenso em voo até o esgotamento completo da bateria, o que leva à queda do equipamento. Após treinamento, o sistema será operado pelos agentes da Administração Penitenciária.

“É um drone que neutraliza outros drones que possam ser utilizados por facções criminosas para portar drogas ou armas sobre os presídios de São Paulo. É o primeiro equipamento antidrone do Brasil”, disse Doria, durante entrevista coletiva.

Em um primeiro momento, o sistema será aplicado em presídios localizados na grande São Paulo. Ainda não existe a confirmação se as unidades do interior também terão a novidade.

 

 

 


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