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Polícia faz reconstituição do suposto afogamento de criança

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DA REDAÇÃO -ANDRADINA

Na quinta-feira (7), a Polícia Civil fez a reconstituição do suposto afogamento da pequena Emanuella, de 1 ano de 3 meses, filha de Arisla Bianca Lopes, moradora do bairro Santa Cecilia em Andradina-SP. A reconstituição teve a participação de todos que estavam na residência no dia dos fatos, sendo a avó, namorado da avó, a tia menor de idade (10 anos) e a mãe Arisla. A Emanuella foi representada por uma boneca, usando a mesma roupa que vestia quando veio a óbito.

A reprodução simulada dos fatos, foi conduzida pela Delegada Michelly Miliorini junto à perícia, e acompanhada pelo advogado de defesa Gil Ortuzal, e teve como objetivo reproduzir o que foi narrado na delegacia pelas partes envolvidas, e principalmente saber se estes relatos tem coerência com outros exames periciais feitos anteriormente, sob a ótica da investigação técnica da polícia científica.

O laudo preliminar questiona o suposto afogamento na piscina da residência da avó, por este motivo as investigações continuam, objetivando o esclarecimento da causa da morte, ainda sob suspeita.

O advogado de defesa doutor Gil Ortuzal, acompanhou a reconstituição, que aconteceu das 14h00 às 16h30, e relatou que os familiares envolvidos ainda estão bastante abalados com o ocorrido e com a repercussão do caso. A família afirma categoricamente que foi um acidente doméstico, que não houve crime intencional, e esta colaborando com a justiça em busca da verdade.

Ortuzal, comentou sobre a reconstituição dizendo “esta foi a parte mais dolorida para a família, reconstituir a trágica cena daquele dia. O pior de tudo foi ver e ouvir os gritos e choro de desespero daquela mãe ao ver a boneca simulando sua filha boiando na piscina, correr e pegá-la aos prantos, algo chocante, o sofrimento estampado naquele rosto, não tem como não impressionar. A defesa trabalha em busca de esclarecimentos, a família está colaborando com a polícia, e segundo meus clientes foi realmente um acidente, uma tragédia. Quanto ao laudo que levantou a suspeita, eu não tive acesso, assim que tivermos vamos tomar as providências necessárias, estamos acompanhando cada passo da investigação”, conclui.

Foto Roni Oliveira - GIL ORTUZAL NA RECONSTITUIÇÃO DO CRIME


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