Da Redação – Birigui
A Polícia Civil investiga um caso de abuso sexual envolvendo uma escola particular de Birigui, localizada no Centro da cidade. O suspeito é um homem de 55 anos, que é marido da proprietária da instituição de ensino.
O homem é investigado por estupro de vulnerável e maus-tratos contra crianças que frequentam a unidade de ensino.
Na manhã de quarta-feira (1º), a Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca e apreensão relacionados à investigação.
As diligências ocorreram na escola infantil, no Centro de Birigui, e na residência do investigado, onde foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos escolares.
O homem foi conduzido à delegacia para esclarecimentos e liberado em seguida. Para não atrapalhar as investigações, a polícia não informou o nome da escola nem a identidade do suspeito.
De acordo com a polícia, os relatos são de algumas mães, que têm filhos de 2 e 4 anos de idade. Elas alegam que o suspeito frequenta a escola e pegava as crianças no colo. As vítimas são meninas.
Um dos relatos das mulheres diz que a filha de dois anos apresentava, desde o mês de fevereiro, assaduras frequentes na região íntima e não deixava que a mãe olhasse a região e as lesões.
Outra mãe relatou que a filha, de quatro anos, apresentava marcas de assaduras na região íntima. A criança teria dito que o suspeito fotografou suas partes. Ainda segundo a polícia, uma das crianças chegou a chorar ao urinar.
Segundo a Polícia Civil, foi apurado que o homem agia de forma agressiva com os alunos e impunha castigos aos estudantes.
De acordo com detalhes passados pela Polícia Civil, foi expedida uma requisição de exame no Instituto Médico Legal de Araçatuba das vítimas.
Após extração de dados pelo Instituto de Criminalística, o material apreendido será analisado pelo Setor de Investigação e instruirá o inquérito. Na oportunidade, o investigado foi ouvido na sede policial e negou veementemente qualquer abuso ou castigo, informando que cuidava da parte estrutural da escola e mantinha posição mais firme apenas para manter a ordem dentro da instituição.
O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher de Birigui. Um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso.

