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Araçatuba
terça-feira, maio 17, 2022

Polícia Civil de Araçatuba esclarece estupro seguido de latrocínio

Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araçatuba esclareceram na tarde de quarta-feira (19) o latrocínio, roubo seguido de morte, e o estupro de uma idosa de 85 anos de idade no último dia nove de setembro na cidade. O autor do crime é um morador de rua de 35 anos. Ele confessou o crime.

O encontro do suspeito aconteceu depois de várias diligências das equipes da Polícia Civil. Logo após o crime na manhã de domingo, os investigadores conseguiram imagens de câmeras de seguranças nas imediações da residência da vítima que puderam auxiliar na identificação. Logo após, testemunhas repassaram outras informações até que as equipes conseguiram chegar até aos familiares de Alexandre Rodrigues.

Ontem, durante patrulhamento pelas ruas da cidade, o acusado foi encontrado e preso. A Justiça concedeu prisão temporária ao indiciado, válida por 30 dias. Ele foi encaminhado até a Central de Flagrantes, e depois transferido para a cadeia pública de Penápolis, onde deverá aguardar vaga em alguma unidade prisional da região.

DEPOIMENTO

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL teve acesso ao depoimento do autor, que é natural de Itapetininga, São Paulo. Ele confessou todo o crime e detalhou como praticou o abuso contra a idosa. De acordo com as declarações, o homem estava sob o efeito de álcool, já que segundo ele, havia ingerido bebida alcoólica.

“Como estava alterado, passei por algumas casas, de madrugada, batendo palmas, mas não fui atendido. Em um imóvel perto da rua Bandeirantes eu vi que o muro era baixo e o portão era fácil de abrir. Eu entrei, bati na porta e gritei se a moradora tinha alguma coisa para eu comer. Quando ela abriu, eu a empurrei”, relatou durante depoimento.

Logo em seguida, Rodrigues passou a procurar por algum objeto de valor para subtrai-lo, mas a vítima passou a tentar segurá-lo. Foi nesse momento que os dois entraram em luta corporal e caíram no chão. “Eu fiquei revoltado porque ela não estava me deixando roubar, momento em que eu passei a tentar estupra-la”, disse.

O homem contou ainda que conseguiu abusar da idosa, mas não manteve relação sexual com ela. A dona de casa começou a gritar, na tentativa de pedir por socorro. O autor confirmou que para tentar fazer com que ela se calasse começou a enforcá-la. “Como ela estava gritando bastante, eu coloquei minhas mãos em seu pescoço e passei a apertar, mas mesmo assim ela tentava reagir. Eu me levantei e peguei o telefone fixo que estava em uma divisão entre a cozinha e a sala. A senhora estava acordada quando sai da casa. Eu levei o telefone e o joguei em uma lixeira próximo da residência”, concluiu.

No fim do depoimento, o suspeito negou que tivesse levado qualquer carteira contendo dinheiro e documentos pessoais da vítima.

CRIME

Uma pessoa bondosa, carinhosa e prestativa. Era assim que L. G. era conhecida por toda a vizinhança, amigos e familiares. Aos 85 anos de idade, ela não se cansava de querer ajudar o próximo. Na manhã de domingo, nove de setembro, a vida dela terminou de forma trágica. A mulher foi encontrada morta com sinais de esganadura e violência sexual por parentes.

O pesadelo começou por volta das onze horas da manhã. Um sobrinho da vítima foi até a casa dela, na rua José Bonifácio, no bairro Vila Mendonça, para fazer uma visita. A primeira desconfiança veio à tona quando o rapaz percebeu que o portão estava aberto. Desconfiado, ele chamou pela tia. Nenhuma resposta. Em seguida, ele deu mais alguns passos. Já na área da frente, percebeu que a porta da sala estava apenas encostada e Luiza deitada no chão entre a cozinha e a sala.

O sobrinho ligou para a Polícia Militar logo quando percebeu a gravidade da situação. Com a chegada dos PMs, uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamada. A médica da unidade constatou o óbito ali mesmo no local.

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