Pastor condenado por estuprar filhas e enteadas é preso em Araçatuba

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A Polícia Militar de Araçatuba prendeu no início da noite de terça-feira (18) o pastor Mizael Lourenço, 55 anos. Ele era foragido da Justiça por uma condenação de 52 anos e seis meses de prisão por crimes sexuais cometidos contra as próprias duas filhas e outras duas enteadas.

Segundo informações do boletim de ocorrência, policiais militares da Força Tática faziam patrulhamento de rotina quando receberam denúncia anônima do Copom (Central de Operações da Polícia Militar) de que o pastor estaria escondido dentro de uma residência localizada na rua Igor Dourado e Castro, no bairro Porto Real 2.

As equipes foram até o endereço e encontraram o indiciado. Ele não apresentou nenhuma resistência. Dentro do imóvel não havia nenhum objeto de ilícito. Diante disso, o homem foi levado até a delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Na manhã dessa quarta-feira (19), ele foi transferido nas primeiras horas da manhã até a cadeia pública de Pereira Barreto, onde deverá aguardar vaga em alguma unidade prisional da região.

ESTUPROS

O inquérito que investigou os crimes do pastor é da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Catanduva, referente a um boletim de ocorrência registrado em novembro de 2003.

Em 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o autor. Segundo reportagens divulgadas na época em veículos de imprensa de circulação nacional, o pastor teve quatro filhos resultantes dos estupros, dois com uma filha e outros dois com uma enteada.

Os abusos teriam acontecido na residência do investigado e em um cômodo na igreja onde ele atuava, em Catanduva. O réu chegou a confessar todos os crimes para a polícia, mas se recusou a fazer os exames de DNA para comprovar a paternidade.

DENÚNCIAS

Na época, em depoimento à polícia as vítimas confirmaram os abusos sexuais e estupros descrevendo detalhadamente a prática de Lourenço. Segundo o inquérito policial, a primeira investida dele ocorreu em uma das filhas, quando ela tinha seis anos, em um quarto na igreja onde atuava como pastor. Depois desse dia, os abusos contra as quatro vítimas se tornaram mais constantes. Lourenço, segundo os depoimentos das vítimas também se masturbava na frente das garotas.

Elas alegaram ainda que tinham medo de denunciar o comportamento dele à mãe delas porque ele era agressivo. As filhas de Lourenço foram as primeiras a tomar coragem para contar o caso à mãe. As enteadas resolveram contar que também eram abusadas pelo padrasto após saber que as filhas dele também eram molestadas. Uma delas narrou ter sido estuprada por ele aos oito anos de idade.

O pastor chegou a ser absolvido porque as duas filhas se retrataram das denúncias, mas o Ministério Público recorreu e ele foi condenado.

Lourenço foi condenado quatro vezes pelo artigo 213 e seis vezes pelo artigo 2014 do Código Penal. A pena total é de 52 anos e seis meses de prisão, no regime fechado.


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