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    Home»Cidades»Na abertura da Expô, Dilador faz manifesto em defesa do setor rural
    Cidades

    Na abertura da Expô, Dilador faz manifesto em defesa do setor rural

    By marcio123rocha13 de julho de 2017Nenhum comentário3 Mins Read
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    DESABAFO - Dilador critica entidades que não defendem os produtores rurais
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    A solenidade de abertura oficial da Expô Araçatuba transformou-se em uma proclamação de defesa do setor do agronegócio. Dezenas de produtores de várias regiões de São Paulo acompanharam o manifesto, que soou como desabafo de quem se sente desprestigiado e desprotegido por suas instituições representativas. Dilador Borges falou mais como produtor e associado do Siran e da Cobrac do que como prefeito. “Não somos trouxas”, desabafou Dilador ao criticar a postura da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidida pela senadora Kátia Abreu e a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), presidida há quatro décadas por Fábio Salles Meirelles.

    Dilador foi bastante aplaudido. O secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, participou da solenidade.

    Já na abertura da solenidade, o presidente do Sindicato Rural da Alta Noroeste, Marco Viol, deu o tom dos discursos. Em clima de despedida, pois após quatro anos vai deixar o cargo em dezembro, fez questão de agradecer o apoio de diretores e funcionários do sindicato, como o assessor Ernesto Trentin. Viol criticou a falta de infraestrutura do país. Os produtores estão fazendo a sua parte, mas não há condições favoráveis para escoamento e armazenamento da safra. “Vamos produzir, este ano, 243 milhões de toneladas de grãos, 30% a mais que em 2016. Mas cadê o projeto de comercialização? O que vamos fazer com tudo isso? Os produtores rurais, tecnologicamente, estão avançando, fazendo a parte deles. Mas o que vamos fazer com os produtos?”, indagou o presidente do Siran.

    Na sequência falaram o presidente da Câmara, Rivael Papinha e a vice-prefeita Edna Flor, ambos destacando a importância e grandiosidade da feira.

    O prefeito Dilador Borges, bastante inspirado, começou a criticar as incertezas que cercam o agronegócio. Citou que os agricultores, lembrando seu pai, Mguel Damasceno, que estava presente aos 87 anos, que desmatava com machado e foice e plantava com matraca. “A agricultura evoluiu e hoje usa tecnologia de ponta. Mas falta apoio”, disse Dilador, lembrando a cobrança do Funral. “Cadê a CNA?”, indagou Dilador, que criticou a presidente da confederação, senador Kátia Abreu. Dilador chegou a sugerir que a senadora usou a confederação para acomodações políticas. Depois, Dilador voltou o foco para a Faesp. “Querem transformar a Faesp em monarquia. Depois de 40 anos no poder, estão preparando para deixar para o filho”, desabafou o prefeito e produtor rural, pregando a união dos ruralistas, frisando que é preciso renovar. Dilador citou que, quando deputado, falou da concentração da JBS e do apoio do BNDES, mas ficou isolado. “Cheguei a ser criticado pela Faesp”, acrescentou. Ao falar sobre cooperativismo, Dilador disse que “cooperativa são fundadas por idealistas e afundadas por oportunistas”.

    O secretário Arnaldo Jardim citou números destacando a importância do agronegócio brasileiro. Segundo ele, menos de 10% do território brasileiro é destinado ao agronegócio e produz grãos para abastecimento interno e exportação. Para mostrar a importância do setor, citou que dos 38 mil empregos gerados em maio, 21 foi no agronegócio, responsável também pela produção de mais de 50% dos aplicativos.

    RECONHECIMENTO

    A homenagem
    VOTOS – Arnaldo Vieira, Rivael Papinha, Marco Viol, Dunga e Pichitelli

     Ao final da solenidade, foram entregues dois votos de aplausos, aprovados por unanimidade pela Câmara Municipal de Araçatuba; um foi destinado ao presidente do Siran, Marco Antônio Viol, e o outro para o Siran, que foi recebido pelo vice-presidente do sindicato, Arnaldo dos Santos Vieira Filho.

    ANTÔNIO CRISPIM – Araçatuba

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