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    Home»Cidades»Birigui»Justiça biriguiense arquiva inquérito que investigava possível caso de tortura cometida por professora de creche contra alunos
    Birigui

    Justiça biriguiense arquiva inquérito que investigava possível caso de tortura cometida por professora de creche contra alunos

    By dfernandesmr4 de julho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Da Redação – Birigui

    A Justiça de Birigui arquivou o inquérito civil que havia sido instaurado para apuração de denúncias contra uma professora de uma creche da cidade que foi acusada de torturar crianças entre 4 a 5 anos de idade em casos ocorridos em 2025.

    O boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado em 24 de junho de 2025, onde constavam informações de que a professora utilizada um esguicho para molhar as crianças, além de coloca-las embaixo do chuveiro sob água fria, de roupas, até que parassem de chorar. Na época, após as denúncias, a professora foi afastada e impedida de ter contato com as vítimas.

    O inquérito sobre o caso foi concluído na terça-feira, dia 30 de junho, pelo delegado Ícaro Borges, da Polícia Civil de Birigui. Segundo ele, não houve crime de tortura, apesar de considerar possíveis maus-tratos contra as crianças.

    Para o delegado, para que ficasse configurado o crime de tortura no caso, precisaria ser comprovado dolo específico de sofrimento físico e mental contra as crianças. 

    Ele afirma que os depoimentos tiveram visões diferentes, sendo que enquanto uns a acusavam de colocar água na boca nas crianças, outros viam o trabalho da professora investigada como comum. Segundo o delegado, não houve laudos de corpo de delito que atestassem lesões físicas nas crianças.

    Apesar disso, um inquérito sobre possíveis maus-tratos possui materialidade, já que houve relatos de que as crianças haviam sido molhadas e amedrontadas, sob possível omissão da direção da escola, que fica no bairro Jardim Clayton.

    A direção da escola, inclusive, admitiu o uso de banhos para acalmar crianças com Transtorno do Espectro Autista. O castigo físico teria sido aplicado em áreas que não possuem monitoramento na escola e que logo depois as roupas das crianças eram secadas de forma improvisada.

    Prefeitura

    A Prefeitura de Birigui abriu sindicância na época para apurar os fatos ocorridos neste caso. Segundo relatório da Prefeitura, havia um grande material contra a professora na questão dos maus-tratos e também relata omissão da diretora da escola ao não acionar o Conselho Tutelar para os casos.

    A professora teria oferecido presentes para que as crianças não contassem sobre o tratamento dado após molhá-las, segundo o relatório, o que também foi corroborado pela psicóloga e pela assistente social que cuidaram do caso.

    O processo ainda se encontra em análise da Comissão de Ética, segundo a Prefeitura.

    Defesa

    Para o advogado Elber Carvalho de Souza, sua cliente, a professora acusada, foi vítima de uma grande maldade. Ele afirmou em nota que, desde o começo, as acusações eram caluniosas.

    Ele elogiou o trabalho realizado pelo delegado responsável pelo caso, que afastou a possibilidade de que tenha havido tortura neste caso.

    O advogado afirma que pessoas utilizaram o Disque Denúncia para fazer maldade com sua cliente, devido à mudança de rumo das investigações.

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