Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest Vimeo
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Trending
    • Prefeitura faz boletim de ocorrência contra o vereador Damião Brito por postagem em rede social
    • Bebês que nasceram prematuros em Araçatuba são transferidos para Rio Preto; mãe está internada na UTI da Santa Casa
    • DICAS DE SÉRIES E FILMES – Michael
    • DORAMEIROS – A Coroa Perfeita
    • Sebrae-SP lança Ecossistema Local de Inovação para fortalecer a conexão entre universidades, empresas e poder público em Araçatuba 
    • Construtora lança novo residencial nesta sexta-feira
    • Prefeitura de Andradina atende pedido de Silas e viabiliza melhorias na Santa Casa
    • Andradina já criou 652 novas empresas em 2026
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Home»Cidades»Ex-prefeito e ex-diretor de empresa municipal são condenados a devolver R$ 4,5 milhões a município
    Cidades

    Ex-prefeito e ex-diretor de empresa municipal são condenados a devolver R$ 4,5 milhões a município

    By jornalistacrispim13 de abril de 2019Nenhum comentário5 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Uma gestão que, em sete anos, causou prejuízos de R$ 4.599.790,70 aos cofres públicos. Assim concluiu a juíza Ayanny Justino Costa, de Penápolis, que, na última terça-feira, impôs ao ex-prefeito João Luís dos Santos (PT) e ao ex-diretor presidente da Emurpe (Empresa Municipal de Urbanização de Penápolis) Marco Antônio Baroni Sader condenação por improbidade administrativa. A decisão obriga ambos a restituírem o município no valor apontado como dano.
    A sentença acata ação de 2017 movida pelo Ministério Público que acusa os dois de gerirem de forma “temerária” e “ineficiente” a empresa pública municipal, com desperdício de dinheiro e violação às leis e às “boas práticas administrativas”. Os fatos apontados, segundo o MP, ocorreram de 2005 a 2012, o período de oito anos em que a cidade foi governada pelo petista.
    Além da restituição aos cofres públicos, a magistrada determinou ainda a suspensão dos direitos políticos dos réus por oito anos. E ainda: o pagamento de multa civil de 10% do prejuízo apontado e, por fim, a proibição de contratarem com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos.
    A condenação não tem efeito imediato. Eles podem recorrer em outras instâncias do Judiciário.

    APURAÇÃO
    A investigação teve base em análises das prestações de contas da Emurpe de 2006 a 2012. Nesse intervalo, o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) rejeitou todas as contas de Sader, aplicando-lhe multas em razão das seguintes irregularidades: desvio de função; registros contáveis não confiáveis; falta de controle com despesas e estoque; ausência de recolhimento dos encargos e imposto de renda descontado dos servidores; falta de elaboração dos orçamentos anuais, sem previsão de arrecadação e despesas; inobservância na ordem cronológica dos pagamentos; realização de operações financeiras sem a existência de previsão orçamentária; e almoxarifado sem controle estoque e falta de inventário dos bens patrimoniais.
    Foi, então, levando em conta o acumulado ano a ano do prejuízo causado por estes fatores que o órgão fiscalizador chegou aos pouco mais de R$ 4,5 milhões que terão de ser restituídos. Para juíza, estas práticas agravaram ainda mais uma crise pela qual a empresa já passava antes mesmo do início da gestão de Sader e do governo de João Luís. Conforme a decisão, o déficit da Emurpe chegava a R$ 1.054.339,47. “Percebe-se que nos 7 anos de gestão do réu Marco Antônio Baroni Sader o déficit acumulado aumentou em quase quatro vezes o déficit de mais de 30 anos da empresa”, diz a juíza de Penápolis, em seu veredicto. “A empresa passou a ter despesas superiores às suas receitas, tendo que contar com suporte financeiro da Prefeitura, o que aumentou a cada ano. A empresa tornou-se totalmente dependente do erário municipal, não tendo mais condições de arcar com suas próprias despesas”, complementou Ayanny.
    De acordo com ela, os repasses mensais da Prefeitura à Emurpe, na gestão de João Luís, chegavam a R$ 70 mil mensais, sem retorno social e sem demonstração de aplicação de valores. Dessa forma, concluiu a representante do Judiciário, “o dinheiro público passou a ser utilizado para manter um quadro de desordem financeira e administrativa”.

    Político diz que teria de trabalhar cem anos para pagar

    Procurado pela reportagem, João Luís disse que irá recorrer, pois considerou a decisão “totalmente fora do bom senso” de entender a realidade da administração pública. Ele considerou o valor ordenado “impagável”, dizendo que teria de trabalhar pelo menos cem anos para repassar a totalidade de seu salário ao município.
    Sobre a denúncia, disse que, para o Ministério Público, um “problema contábil” se transformou em improbidade administrativa. “Praticamente todos os entes públicos são deficitários. E déficit não é igual a prejuízo e muitos menos igual a improbidade administrativa”, analisou. Segundo ele, cada centavo repassado à Emurpe foi feito com ética e honestidade. Ele destacou que todos esses recursos foram utilizados na construção de obras públicas, como postos de saúde, creches, escolas, espaços culturais, praças, casas populares, reformas da Rodoviária e espaços culturais.
    “Não houve desvios nem qualquer tipo de ilegalidade”, declarou. “Iremos recorrer junto ao Tribunal de Justiça porque se trata de uma decisão que vai contra qualquer plausibilidade e contrário aos julgados semelhantes na Justiça Brasileira, além de totalmente incabível do ponto de vista financeiro.”

    Sarde nega desvios e corrupção

    Em nota, o ex-diretor da Emurpe negou que houve desvios e corrupção em sua gestão. “A empresa não é para dar lucros, e também não teve prejuízos. Déficit não é igual a prejuízo. Qualquer empresa que presta serviço públicos é deficitário”, declarou. Segundo ele, a Emurpe, desde a sua criação, em 1988, já se apresentava deficitária. Mesmo assim, diz ele, sempre fez serviços relevantes para a cidade. Sader cita casas populares, postos de saúde, escolas, creches, praças e incubadoras. “Em cada bairro, há obras importantes realizadas pela Emurpe.”
    Ela afirma que a empresa, em sua gestão, procurou fazer economia na estrutura e “apelar de forma firme, com ética e honestidade”. O ex-diretor afirmou estar confiante de que o caso vá ser revertido no TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). Ele considerou a decisão injusta e “em total desacordo com a realidade do Brasil, que ainda tem muitos déficits com a maioria do povo brasileiro”.

    ARNON GOMES
    Penápolis

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Previous ArticleO fogo e uma tarde com morte, destruição total e muito sofrimento no centro comercial de Araçatuba
    Next Article Alimentos orgânicos renderam R$ 4 bilhões a produtores brasileiros em 2018
    jornalistacrispim

    Related Posts

    Araçatuba

    Prefeitura faz boletim de ocorrência contra o vereador Damião Brito por postagem em rede social

    19 de junho de 2026
    Araçatuba

    Bebês que nasceram prematuros em Araçatuba são transferidos para Rio Preto; mãe está internada na UTI da Santa Casa

    19 de junho de 2026
    Araçatuba

    Sebrae-SP lança Ecossistema Local de Inovação para fortalecer a conexão entre universidades, empresas e poder público em Araçatuba 

    19 de junho de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 Desenvolvido por mSanders Tech.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.