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sexta-feira, agosto 19, 2022

Varejo brasileiro deve deixar de faturar R$ 11,8 bilhões em 2020 devido aos feriados

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araçatuba (Sincomércio), Gener Silva, divulgou nesta quinta-feira números obtidos com levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), da qual é diretor, sobre a queda do faturamento do comércio varejista no ano que vem em decorrência dos feriados prolongados. “O varejo nacional deve perder R$ 11,8 bilhões em 2020 por causa de feriados e pontes. Esse montante é 53% maior do que os R$ 7,6 bilhões estimados em 2019. O “prejuízo” será maior pelo fato de ter mais feriados aos fins de semana e mais pontes de emendas. Neste ano, foram sete dias de feriados; em 2020, serão 11”, diz a nota encaminhada por Gener Silva. Não há informações dos dados regionalizados do impacto dos feriados.
O setor classificado no estudo como “outras atividades” é o que deve contabilizar a maior perda, em torno de R$ 4,48 bilhões, alta de 47% em relação a 2019. É importante ressaltar que nesse grupo predomina o comércio de combustíveis, além de joias e relógios, artigos de papelaria, entre outros. Já as atividades de supermercados e farmácias devem perder R$ 3,2 bilhões e R$ 1,87 bilhão, respectivamente, aumentos de 58% e 59% na comparação a 2019.
Os demais segmentos que devem deixar de faturar com os feriados e pontes são: vestuário, tecidos e calçados (-46%), com R$ 1,1 bilhão; e móveis e decoração (-61%), com montante atingido de R$ 1 bilhão.
Segundo Gener Silva, o estudo da Fecomercio desconsiderou os feriados estaduais e municipais, que também prejudicam, em média, a atividade comercial. Na análise da entidade, esses R$ 11,8 bilhões podem parecer um enorme dano ao varejo, contudo, o valor representa 0,6% de tudo o que o setor fatura em um ano (ou aproximadamente dois dias de comércio completamente fechado).
Além disso, com a economia mostrando sinais de recuperação, a tendência é de haver mais vendas em 2020. Para a Federação, a discussão de perdas em razão dos feriados vai ficando para trás.

 

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