AUMENTO - Consumidor deve sentir aumento na próxima semana, em Araçatuba

Revendedoras de Araçatuba ainda seguram novo aumento do gás de cozinha; produto deve ficar mais caro até a próxima semana

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Apesar do aumento de 6% no preço do gás de cozinha, GLP, anunciado pela Petrobrás na última semana e que passou a valer para as revendedoras nesta segunda-feira, pesquisa feita pelo jornal O LIBERAL REGIONAL aponta que este novo aumento ainda não refletiu no bolso do consumidor, pelo menos até agora.

Ao conferir os preços do botijão tradicional de 13kg, vendido para consumidores comuns, que utilizam o gás de cozinha em casa ou até em estabelecimentos comerciais, a reportagem constatou que o preço para buscar o produto no local tem uma variação de 25% entre as principais revendedoras, indo de R$ 60 até R$ 75.

Já o preço para entrega fica bem mais caro e varia menos, de R$ 70 a R$ 80, uma diferença de pouco mais de 14%.

Segundo os revendedores, porém, o novo aumento praticado pela Petrobrás ainda não foi repassado ao consumidor neste início de semana, mas deve refletir no preço até o início da semana que vem.

Segundo o proprietário de uma revendedora, Ademar Ferreira de Brito, mesmo com 10 aumentos no ano passado e já o primeiro registrado neste ano, as revendedoras estão segurando os preços por causa da forte concorrência.

“A gente está trabalhando com margem de lucro quase zero, o botijão pra buscar aqui tá saindo R$ 60, não estamos ganhando nada praticamente”, afirmou em conversa com a reportagem por telefone.

Brito ainda afirmou que a forte concorrência pode provocar problemas para o setor de revenda, já que com menos margem de lucro fica mais complicado manter o negócio funcionando.

“Não adianta a gente absorver todos os preços, um querendo vender mais que outro e segurando os aumentos, a consequência pode ser até fechar um monte de revendedoras por causa disso”, enfatizou.

Para o empresário, o preço ideal e “justo” do gás de cozinha em Araçatuba atualmente seria de R$ 90, para manter-se próximo da margem de lucro, porém, nenhuma das revendedoras consultadas pela reportagem estão praticando este preço.

O botijão de gás mais caro encontrado foi em uma distribuidora do Jardim Morumbi, onde o recipiente de 13kg estava sendo comercializado a R$ 80 para a entrega, dependendo da marca do produto. Neste estabelecimento, a informação é de que o valor do novo aumento da Petrobrás ainda não está sendo repassado ao consumidor final.

Já uma distribuidora do Jardim Planalto estava com os preços mais em conta nesta segunda-feira, chegando a vender um botijão no mesmo peso de 13kg por R$ 60, caso o pagamento realizado pelo cliente fosse em dinheiro e o produto fosse buscado no local. Neste mesmo local, a entrega estava saindo com o preço mais em conta de R$ 70. Também foi informado que o novo aumento não foi repassado.

ICMS

O dono de revendedora Ademar Brito garantiu que até semana que vem os preços devem ter um aumento de, no mínimo, R$ 5, isso porque passará a incidir também o valor do ICMS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

“Esse repasse atual a gente ainda não está passando para o consumidor, mas até semana que vem isso vai acontecer, porque na sexta-feira já começa a incidir o aumento do imposto também, aí não vai ter jeito”, explicou ele, avisando que precisa haver uma união entre os revendedores para que todos cobrem o preço justo e não se prejudiquem.

De acordo com o IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o gás de cozinha teve um aumento de 8,3% ao longo de todo o ano de 2020, bem mais do que a inflação prevista para o período, que foi 4,23%.

11º aumento

O reajuste de 6% anunciado pela Petrobrás e já cobrado das distribuidoras de Araçatuba a partir desta semana, foi o 11º em apenas 9 meses. A maioria deles foi entre 5% e 5,5%.

Alguns aumentos tiveram a ver também com a demanda, já que este tipo de produto acabou sendo mais consumido no ano passado, principalmente no período da quarentena mais rígida, quando as pessoas ficaram mais tempo dentro de casa e consumiram mais gás.

Em abril do ano passado, reportagem publicada pelo jornal O LIBERAL REGIONAL mostrou que algumas distribuidoras do município, chegaram a ficar até 4 dias sem o produto, devido à alta na demanda na época.

Naquele período, os preços dos botijões de 13kg variavam entre R$ 65 e R$ 70 para entrega, valor que era mais de 12% mais barato do que o praticado agora.

CARO – Gás de cozinha ficou 6% mais caro nas distribuidoras

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