FORMALIDADE - Somente os quatro maiores municípios da região criaram, junto, 675 vagas de emprego com carteira assinada

Região termina 2020 à frente de grandes centros na geração de empregos formais

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Em um ano no qual a economia foi fortemente impactada pela pandemia do novo coronavírus, a Região de Araçatuba terminou com saldo positivo na geração de empregos carteira assinada. Ranking divulgado na última semana pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) mostra que o território de 43 municípios no Noroeste Paulista ficou entre os dez, no Estado, que contrataram mais do que demitiram ao longo de 2020.

O resultado não chega a ser expressivo, mas foi suficiente para colocar essa fatia do Estado à frente de alguns grandes centros, como as regiões de Santos, São José dos Campos e Metropolitana de São Paulo, que registraram os maiores números de fechamento de postos de trabalho no período.

O levantamento do órgão estadual foi feito com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, divulgado uma semana antes.

Somente as quatro maiores cidades da região – Araçatuba, Birigui, Penápolis e Andradina – criaram, juntas, 675 vagas de emprego formal, resultado da diferença de 43.296 admissões e 42.621 desligamentos. Conforme reportagem publicada por O LIBERAL REGIONAL no último dia 29, o saldo positivo da região foi, ligeiramente, influenciado pela abertura de três supermercados de grandes redes em Araçatuba.

Isso fez com que o maior município da região, sozinha, terminasse o ano, com saldo de 750 empregos formais criados. Numa análise individual, Andradina fechou 2020 com saldo de 26 oportunidades abertas, enquanto Birigui e Penápolis, -97 e -4, respectivamente.

O estudo divulgado pela Fundação Seade permite concluir que, se não fosse a forte desaceleração no ritmo de vagas criadas ocorrida a partir do segundo semestre, o desempenho regional poderia ter sido melhor. Até agosto, por exemplo, a Região de Araçatuba era a única do Estado que apresentava saldo positivo, estando na primeira posição. Nos meses seguintes, inclusive em dezembro, os saldos foram negativos.

Dados do Caged permitem concluir que, no caso de Birigui, as demissões nas fábricas de calçados influenciaram o resultado negativo. Da mesma forma, o enxugamento na indústria em Andradina e a queda na oferta de emprego no campo em Araçatuba contribuíram para a redução no ritmo.

COMPARATIVO

No ano, além de Araçatuba, mais dez regiões do Estado terminaram o ano com saldo positivo. Os principais destaques foram as regiões de Bauru, que criou 7.503 empregos com carteira assinada, e São José do Rio Preto, cinco mil. As maiores reduções do nível de emprego foram observadas no Município de São Paulo (-15 mil) e

nas regiões administrativas de São José dos Campos (-10 mil) e Santos (-9 mil).

 

 

Auxílio Emergencial ajudou a manter ‘relativa estabilidade’, diz estudo

 

Ainda em seu estudo, a Fundação Seade diz que a utilização do Auxílio Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, criado pelo governo federal por causa da pandemia, foi importante para a “relativa estabilidade” do emprego formal em 2020 no Estado de São Paulo.

Entre abril e dezembro, foram registrados 6,4 milhões de acordos, alcançando 3,2 milhões de trabalhadores (26% dos celetistas). “Note-se que 2,7 milhões dos acordos (41,4%) envolveram a suspensão do contrato de trabalho e para 1,2 milhão houve redução de 70% da jornada de trabalho”, pondera a instituição.

NÚMEROS

Entre novembro e dezembro, o emprego formal mostrou relativa estabilidade (-0,3%) no Estado de São Paulo, evolução similar à registrada para o Brasil (-0,2%). As 419 mil admissões ocorridas no Estado foram inferiores aos 458 mil desligamentos, o que resultou na redução de 39 mil empregos, 57,0% do total do país (-68 mil).

De janeiro a dezembro, o número de empregos formais no Estado permaneceu estável (-1 mil postos de trabalho), enquanto para o total do Brasil houve pequeno acréscimo de 0,4% (143 mil). O total de ocupados celetistas no Estado manteve-se em 12 milhões (31% do total do país).

As variações negativas no emprego nos serviços (-42 mil), no comércio (-29 mil) e na indústria (-7 mil) foram compensadas pelas variações positivas na agricultura (46 mil) e na construção (31 mil).

 

 


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