Da Redação – Araçatuba
A Região Administrativa de Araçatuba começou o ano de 2026 com resultados positivos no comércio exterior.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Startup de Inteligência Econômica Observatório Econômico, apontam crescimento nas exportações, redução das importações e um avanço significativo no saldo da balança comercial na comparação com janeiro de 2025.
As exportações regionais somaram US$ 80,2 milhões em janeiro de 2026, frente aos US$ 71,3 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, o que representa um crescimento de aproximadamente 12,5%. O resultado evidencia a maior inserção das empresas locais no mercado internacional e reforça a competitividade dos produtos regionais.
No sentido oposto, as importações apresentaram retração relevante. O volume importado caiu de US$ 30,9 milhões em janeiro de 2025 para US$ 15,3 milhões em 2026, uma redução de 50%. O movimento contribuiu diretamente para o fortalecimento das contas externas da região.
Como consequência, o saldo da balança comercial atingiu US$ 64,9 milhões, um crescimento de cerca de 60,6% em relação aos US$ 40,4 milhões registrados no ano anterior.
Agroindústria se destaca nas exportações
A pauta exportadora da Região Administrativa de Araçatuba em janeiro de 2026 revela forte concentração em produtos do agronegócio e da agroindústria, evidenciando a vocação regional para a produção de commodities com elevada demanda internacional.
Liderando as vendas externas, as carnes bovinas congeladas somaram US$ 31,9 milhões, seguidas pelos açúcares de cana ou beterraba e sacarosa quimicamente pura, com US$ 29,9 milhões — juntos, esses dois segmentos respondem pela maior parte do valor exportado e reforçam a competitividade da cadeia sucroenergética e pecuária.
Na sequência, o álcool etílico registrou US$ 8,3 milhões, consolidando a relevância do setor bioenergético regional.
Também se destacam as preparações e conservas de carne (US$ 7,3 milhões), que indicam avanço na agregação de valor industrial, além dos transformadores e conversos elétricos (US$ 5,3 milhões), sinalizando uma importante — ainda que menor — diversificação da base exportadora para produtos manufaturados.
O conjunto desses dados demonstra que, embora a região mantenha forte especialização em cadeias agroindustriais altamente competitivas, há espaço estratégico para ampliar a participação de bens industrializados, movimento que tende a elevar a complexidade econômica, reduzir vulnerabilidades a ciclos de commodities e sustentar um crescimento mais robusto no longo prazo.
China lidera destinos das exportações
O desempenho do comércio exterior da Região Administrativa de Araçatuba em janeiro de 2026 evidencia uma pauta geograficamente diversificada, com forte presença de mercados estratégicos.
A China mantém a liderança entre os principais parceiros comerciais, com US$ 27 milhões em compras, respondendo por 28,42% de toda a exportação regional — um indicativo da elevada demanda chinesa por commodities agroindustriais.
Na segunda posição aparecem os Emirados Árabes Unidos, que importaram US$ 12,8 milhões, equivalentes a 8,61% do total exportado. Logo em seguida, a Índia aparece com US$ 7,7 milhões.
Omãocupa a quarta colocação, com US$ 3,3 milhões e participação de 6,54%. Já a Malásia registrou pouco mais de US$ 3 milhões (4,81%).
O comércio exterior exerce papel estratégico para o desenvolvimento local e regional ao ampliar mercados consumidores, aumentar a entrada de recursos financeiros e incentivar ganhos de produtividade.

