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sábado, julho 2, 2022

Produtos juninos se valorizam e pesam no bolso do consumidor

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Os produtos mais consumidos no mês de junho estão mais caros nas gôndolas dos supermercados. Mês tradicional de festas juninas, junho costuma ter um aumento no consumo de alimentos devido aos tradicionais eventos dedicados às festas católicas. O crescimento dos itens da “cesta junina” foi de 29,65%. Milho e leite estão entre os mais valorizados.

Uma pesquisa realizada pela APAS, a Associação Paulista de Supermercados, apontou que alimentos como maçã e abóbora, fubá, milho e leite foram os que registraram as maiores altas no acumulado de 12 meses. O índice é medido pela APAS junto com o Índice de Preços dos Supermercados medido pela Fipe. 

A maçã, por exemplo, teve alta de 55,2% no seu preço desde junho de 2021, sendo o alimento que ficou mais caro no período, seguido pela abóbora, que cresceu o valor para o consumidor em 54%. 

O fubá, muito utilizado na confecção de bolos, também teve um aumento considerável no preço e cresceu seu valor em 49,5%. Já o milho, do qual o fubá é feito, também teve um acréscimo, no caso de 47,2%. 

O leite, produto muito consumido durante o ano todo, teve uma alta de 32,5% no período de um ano, elevando o preço da “cesta junina” para o consumidor final.

Nenhum dos alimentos analisados na pesquisa teve um decréscimo de valor desde ano passado. Os aumentos menos significativos foram do coco ralado (1,7%), vinho (2,44%) e leite condensado (9,15%). 

Explicações

Dentre os alimentos juninos, milho e leite são os que trazem os maiores problemas para o bolso do consumidor por serem mais consumidos também em outros períodos do ano.

O milho, por exemplo, teve um acréscimo de 72% no valor em dois anos, e isso se agravou com a guerra entre Rússia e Ucrânia, que elevou o preço da saca do produto a R$ 99,69 em março deste ano. Soma-se a isso o impacto da inflação, de cerca de 5%, e o produto e seus derivados aparecem mais caros.

Já o leite teve o custo da produção elevado devido à estiagem, que faz com que produtores precisem comprar ração para engorda do gado leiteiro. Com isso, o produto tem menor oferta para a indústria, e consequentemente, tem aumento também nos supermercados. 

Neste caso, todos os tipos de leite tiveram acréscimo no preço, sendo que o longa vida teve a maior alta, com 32,6%. O tipo B subiu 18,11% e especial 18,09%.

Vendas

A expectativa do setor supermercadista, segunda a APAS, apesar dos aumentos, é de um crescimento nas vendas até o final de junho, devido à volta das festas juninas em 2022 após dois anos de atividades restritas por conta da pandemia. 

Uma pesquisa da CNC, a Confederação Nacional de Comércio, Bens, Serviços e Turismo, mostrou que a intenção de consumo das famílias atingiu 79,5 pontos, o maior nível desde maio de 2020. 

 

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