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Araçatuba
sexta-feira, agosto 19, 2022

Principais cidades da região estão com nove obras públicas paradas ou em atraso, aponta o TCE

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Três das quatro principais cidades da região somam nove obras do poder público paralisadas ou atrasadas. Birigui, com sete obras inconclusas, lidera com folga o ranking, seguida por Araçatuba e Penápolis, que mantém uma obra parada cada. Em Andradina não foram registrados atrasos ou paralisação.  

Os dados são do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e são relativos ao primeiro trimestre do ano de 2022. Juntas, as obras somam um valor total de quase R$ 12 milhões.

Em Araçatuba, a única obra dada como paralisada pelo Tribunal de Contas é o prolongamento da avenida Joaquim Pompeu de Toledo, entre as ruas Tupinambás e avenida Saudade, e entre e a Tupinambás e a rodovia Marechal Rondon. No entanto, já foi realizada outra licitação e a obra foi retomada e tem previsão de término até o fim deste ano.

Segundo o site do TCE-SP, a obra, orçada em quase R$ 3 milhões, foi paralisada em 3 de novembro do ano passado. A empresa contratada para o serviço foi a Construtora Sanchez Sanchez LTDA. 

Já em Penápolis, a obra em questão citada em relatório do TCE-SP não está paralisada, mas sim, atrasada. Ela consiste na execução de arquibancadas no estádio municipal Tenente Carriço. O setor de engenharia da prefeitura apresentou o memorial descritivo, a planilha orçamentária e o cronograma físico-financeiro. 

A data para conclusão da obra não foi informada e a empresa responsável é a EMURPE, empresa municipal de urbanização de Penápolis. A obra foi orçada em cerca de R4 467 mil, e já foram pagos pouco mais de R$ 316 mil.

Birigui

Em Birigui, porém, são quase R$ 8,5 milhões e meio de obras paradas. 

A principal delas é a do Estação Cidadania, que parou em 1º de setembro do ano passado. O local estava sendo erguido no bairro Portal da Pérola 2 e serviria, assim como em Araçatuba, para a prática esportiva e de atividades culturais.

A obra é a mais cara dentre as que estão paralisadas ou com atraso na cidade e foi orçada em mais de R$ 3,8 milhões, sendo que já foram investidos R$ 1,8 mi. A empresa que cuidava da obra era a Recoma Construções, Comércio e Indústria LTDA, porém, há quase um ano não se vê mais máquinas e pessoas trabalhando no local.

Outra obra paralisada é a reforma da Central Municipal de Alimentação Escolar, que foi orçada em pouco mais der R$ 2 milhões, mas que já teve gastos mais de R$ 2,4 milhões e ainda não houve conclusão. A empresa contratada foi a JPG Incorporação Eireli. 

As adequações de prevenção e combate a incêndio nas unidades escolares do município também estão paralisadas e tiveram valor orçado de R$ 1,1 milhão, sendo que já foram gastos mais de R$ 890 mil. 

A única obra que consta como atrasada no relatório do TCE-SP é a de obras no Parque Ecológico do Biriguizinho, no Jardim São Braz. Estão previstas construção de calçadas, rampas, alambrados, guias, sarjetas e quadras poliesportivas. A empresa Lagotela Eireli está cuidando da obra, orçada em mais de R$ 650 mil. 

Estado

Em todo o estado, os dados do TCE-SP apontam que 845 obras estão fora do cronograma. São 542 paralisadas e outras 303 que estão em atraso. 

O valor total de todas as obras da lista é de mais de R$ 21,2 bilhões. O município de São Paulo, com 70 obras fora do prazo, lidera a lista. 

 

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