Da Redação – Araçatuba
Foram definidos os cinco vereadores que irão compor a CPI da Guarda, que investiga a utilização de guardas municipais na segurança do Prefeito Lucas Zanatta (PL) e o pagamento de gratificações supostamente irregulares aos agentes de segurança.
Os indicados para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito foram Fernando Fabris (PL), Gilberto Batata Mantovani (PSD), Damião Brito (Rede), Luís Boatto (SD) e João Moreira (PP).
Nos próximos dias, deverá ser feita uma votação interna para a escola dos três membros titulares e dos dois suplentes da Comissão. Os titulares depois deverão escolher o presidente, o relator e o membro.
Após estes trâmites, a CPI será instalada oficialmente e terá um prazo de 90 dias para concluir as suas investigações, podendo ser prorrogada por igual período. Durante o período, o Prefeito Lucas Zanatta poderá apresentar a sua defesa.
Ao final das investigações, o relatório da CPI poderá recomendar a abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito (o que pode levar à cassação) ou o arquivamento das denúncias.
Crise política
A abertura da CPI levou a uma crise política entre o Executivo e o Legislativo. O prefeito Lucas Zanatta falou, em coletiva, que a abertura da CPI foi uma “picuinha política” da Presidente da Câmara, Edna Flor (Podemos), que rebateu as acusações em plenário dizendo que “não poderia rasgar a denúncia”.
Além desta fala direta, uma troca de farpas entre os dois poderes seguiu nos dias seguintes, com a Prefeitura vetando o projeto Bolsa Trabalho, proposto por Edna, além da Câmara ter vetado inicialmente o Plano Plurianual enviado pela Prefeitura.
Outra CPI
Também está em vigor na Câmara uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar possíveis desvios de recursos da O.S. Mahatma Gandhi na Saúde. A CPI foi aberta com aprovação de todos os parlamentares.
Os membros desta CPI ainda não foram escolhidos, embora já tenha havido a manifestação de, pelo menos, dois parlamentares para participação Luciano Perdigão (PSD) e Damião Brito (Rede).

