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Preço de frutas, legumes e verduras aumentam até 25% no Ceasa em Araçatuba

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Nos últimos meses tem chamado atenção do consumidor o aumento no preço das carnes de boi, frango e porco. Reportagens publicadas pelo jornal O LIBERAL REGIONAL já explicaram que o preço deste tipo de produto subiu pela baixa demanda, já que o dólar alto faz a exportação ficar mais atraente para os produtores. A falta de chuvas também acarretou um menor desenvolvimento do gado de corte, devido à secura do pasto.

Este mesmo motivo também está fazendo pesar no bolso do consumidor a aquisição de outros produtos, em mercearias e supermercados, que são muito procurados. Os hortifrutigranjeiros (legumes, frutas e verduras) tiveram um acréscimo de preço em novembro entre 20% e 25% na Ceagesp, a Companhia de Entrepostos e Armazéns do Estado de São Paulo, que abastece estabelecimentos de mais de 100 estabelecimentos em municípios das regiões de Araçatuba e Andradina.

A falta de chuvas entre junho e outubro provocou um aumento grande de preços em alguns produtos. E segundo o gerente de operações do Ceasa, em Araçatuba, Wanderley Pereira Júnior, o acréscimo nem foi tão alto quanto ele estava esperando.

“Os hortifrutis aqui do Ceasa, o aumento não foi nem tão alto quanto a gente esperava, em media de 20 a 25% de aumento nos produtos como tomate, abobrinha, vagem, cenoura, isso foi devido à falta de chuvas, tivemos pouca chuva esse ano e muita gente que deveria estar com a semente e a produção já em bom andamento no ano, está atrasado”, comentou em rápido contato com a reportagem por telefone.

Em uma rápida pesquisa em um supermercado da cidade, a reportagem constatou um aumento de preço de R$ 4 em apenas dois meses e meio no preço do quilo do tomate rasteiro, que está entre os tipos mais consumidos do produto.

A comparação foi feita em dias que os estabelecimentos chamam de “feirinha”, que é quando frutas, legumes e verduras ficam com preços mais em conta. No dia 31 de agosto, o tomate rasteiro estava custando R$ 1,97 o quilo. Já na última quarta-feira, dia 11 de novembro, o preço do produto disparou para R$ 5,97, um aumento de mais de 200% no preço.

Em comparações mais recentes, a reportagem constatou aumento de preço em outros produtos de grande saída, como a cebola, a batata monalisa e a banana prata.

No caso da batata monalisa, em pouco mais de um mês, o produto registrou um aumento de 144%, aproximadamente. No dia 6 de outubro, o caule subterrâneo estava custando R$ 1,59 o quilo, enquanto na última quarta-feira o produto estava sendo vendido a R$ 3,89.

Já os preços da cebola e da banana tiveram altas mais modestas nos últimos 30 dias. A cebola subiu de R$ 1,77 no dia 13 de outubro, para R$ 1,98 em 11 de novembro, acréscimo de 11%; já a banana prata teve um acréscimo de cerca de 3,5% passando de R$ 2,88 em 13 de outubro para R$ 2,98 na quarta-feira.

Segundo Wanderley Júnior, o acréscimo no preço dos alimentos ocorre devido a falta do produto. Com menos chuvas, a produção foi menor, levando menor oferta de frutas, legumes e verduras ao Ceasa, com isso o preço aumentou.

“A gente está com falta de produtos, não total, diminuiu a oferta, e com isso os preços se elevaram. Então a media é de 20% a 25% e a maioria são produtos que a dona de casa mais consome. O motivo maior é a falta da chuva”, afirmou.

Segundo um gerente de supermercado consultado pela reportagem, alguns produtos que possuem a produção fora da região também chegam às gôndolas com um preço mais elevado, já que o preço do transporte do alimento acaba sendo incluído no valor final pago pelo consumidor. Para conter o aumento nos produtos, alguns estabelecimentos estão mantendo a margem de lucro o mais baixo possível, mesmo assim não tem sido suficiente.

PRATA – Este tipo de banana teve um acréscimo baixo em um mês, pouco mais de 3%

 


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