A VEZ DA BOLSA DE VALORES
Pedro Barsalobre
No mês de abril a B3, bolsa brasileira, atingiu um total de 2 milhões de investidores. Somente no primeiro trimestre do ano mais de 400 mil pessoas físicas começaram a investir em ativos de renda variável como ações, fundos de investimentos imobiliários, BDRs (Brazilian Depositary Receipts são ações de empresas estrangeiras negociadas no Brasil) e ETFs (Exchange Traded Fund) fundo de ações negociado em bolsa cujo objetivo é acompanhar um determinado índice de mercado, por exemplo o próprio índice Bovespa).
“De forma geral, ele é mais jovem, se preocupa em diversificar seus investimentos e começa a montar sua carteira com valores baixos”, diz a B3 em nota se referindo ao perfil dos investidos. “Além disso, esses têm demonstrado uma visão de longo prazo ao manter suas posições mesmo no auge da volatilidade dos mercados.”
Enquanto no Brasil cerca de 1% da população investe na Bolsa de Valores, nos Estados Unidos esse percentual é bem maior chegando a 54% da população, segundo dados da Research Gallup.
O que tem condicionado o acesso das pessoas na bolsa são as plataformas de investimentos como a XP Investimentos. Essas possibilitam qualquer pessoa que tenha acesso a internet, encontrar diversos tipos de produtos de investimentos, corretores e assessores de investimentos. Fora isso, a taxa de juros SELIC que está atualmente em 3% ao ano e com viés de baixa intensifica mais essa migração para a renda variável.
De acordo com especialistas de investimentos, é necessário um grande esforço de educação financeira para fazer com que as pessoas comecem a sair da poupança e dos fundos de renda fixa de grandes bancos para diversificar investimentos, inclusive com aplicações de maior risco, como ações, com foco de ganho de longo prazo. Podemos dizer que a crise do coronavírus de efeito bastante negativo sobre as ações, trouxe uma mudança de comportamento bastante positiva para o investidor brasileiro. Ele aprendeu a lidar com a volatilidade, e isso é fundamental nesse mercado.
Muitas pessoas têm iniciado seu relacionamento com ações através de fundos diversificados, pois muitas vezes não dispõe do tempo de acompanhar diariamente o mercado. Isso implica um custo maior, mas com o tempo isso é revertido em retornos acima da média. Com as recentes altas da bolsa após a maior queda do mercado em mais de 10 anos, muitos investidores devem ficar atentos com a volatilidade.
No mercado “não existe almoço grátis”. Bolsa de valores é um ambiente de negociação de títulos de empresas, portanto sempre verifique em qual companhia você está investindo. As ações não sobem por acaso. Existem fundamentos por trás dessas altas que as qualificam. Portanto, pesquise, estude e procure se informar sobre o assunto para investir com mais segurança.
Pedro Barsalobre é formado em Marketing e Pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV. Possui certificação ANCORD de Agente Autônomo de Investimentos. Trabalhou por 10 anos em uma Instituição Financeira de grande porte e fundou a Arassá Investimentos em 2018 com mais dois sócios. Hoje é Assessor de Investimentos e Sócio Fundador na Arassá Investimentos, escritório credenciado à XP Investimentos.

