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    Home»Cidades»Araçatuba»Polícia Civil e Ministério Público fazem operação contra desvios em Fundação Educacional de Penápolis
    Araçatuba

    Polícia Civil e Ministério Público fazem operação contra desvios em Fundação Educacional de Penápolis

    By dfernandesmr19 de dezembro de 2023Nenhum comentário4 Mins Read
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    DETALHES - Delegados de Araçatuba e promotor de Penápolis detalharam investigações
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    Diego Fernandes – Araçatuba

    A Polícia Civil de Araçatuba desencadeou nesta terça-feira (19) a Operação Reglus, e prendeu uma pessoa, além de cumprir outros 32 mandados de busca e apreensão.

    Os trabalhos fazem parte de uma investigação que já ocorre há mais de um ano para apurar de desvios de milhões de reais em verbas públicas destinadas à FUNEPE, a Fundação Educacional de Penápolis, ocorridos no período de 2019 a 2022, por membros da antiga diretoria da instituição.

    A investigação ocorre em conjunto com o Ministério Público de Penápolis e o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Araçatuba. Toda a coordenação de operação ficou a cargo da DIG/Deic/Deinter 10 de Araçatuba.

    De acordo com informações da polícia, participaram da operação 123 policiais civis, dois promotores de Justiça, e três agentes da promotoria, que foram distribuídos em 38 viaturas policiais.

    A reportagem do jornal O LIBERAL presenciou as dezenas de viaturas saindo de Araçatuba, através da rodovia Marechal Rondon, no sentido interior-capital, por volta das 5h30. A polícia chegou aos alvos às 6h.

    Além de uma prisão, os policiais apreenderam oito veículos, R$ 70 mil em espécie, 31 celulares, vários computadores, notebooks, pen drives, além de farto material documental. Too o material passará por análise da perícia, e todo o resultado será encaminhado ao Ministério Público de Penápolis.

    Ainda na manhã desta terça-feira (19), foi realizada uma coletiva de imprensa sobre o assunto, que contou com o Delegado de Polícia da 1ª DIG Deic de Araçatuba, José Abonízio, com o Delegado de Polícia Divisionário da Deic, Fábio Neri Pistori, e com o promotor de Justiça de Penápolis, José Fernando da Cunha Pinheiro.

    Durante a coletiva, o delegado José Abonízio apontou que é possível que tenha havido o desvio de até R$ 36 milhões da FUNEPE na ação. Ao todo, são 21 pessoas investigadas na operação.

    “A gente depende de cautelar os elementos em sigilo para poder realizar um apontamento firme disso aí, mas a gente faz uma estimativa de que pode chegar a R$ 36 milhões esse desvio”, afirmou o delegado.

    Os 21 alvos estão sendo investigados por organização criminosa, peculato, fraude processual, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e coação. Segundo a polícia, nenhum membro do poder público está entre os investigados.

    “Nos parece algo que foge do usual. Nós entendemos que há indícios de que a instituição (FUNEPE) tenha sido usada por várias pessoas como mecanismo de desvio. Estavam usando não em benefício do município, mas em benefício próprio”, disse o delegado

    Segundo o delegado José Abonízio, o preso deve ser ouvido nesta quarta-feira (20) durante os trabalhos de investigação.

    “Como foi uma operação extensa, várias equipes, que demanda vários procedimentos de Polícia Judiciária, n a data de hoje a gente escolheu por bem não realizar interrogatório ou coleta de declarações, porque a gente precisa formalizar as apreensões. A gente vai começar a ouvir pessoas amanhã, inclusive a pessoa detida”, afirmou.

    A pessoa que foi presa cumpre prisão temporária de cinco dias, podendo ser prorrogável por mais cinco, e está à disposição da Justiça.

    Denúncia

    De acordo com o promotor de Justiça de Penápolis, José Fernando da Cunha Pinheiro, as investigações começaram no final de 2022, quando uma pessoa procurou a promotoria de Penápolis para informar um negócio que havia feito de um rancho com a gestão anterior da faculdade, e que havia sido pago com dinheiro da faculdade.

    “A partir desta informação nós encaminhamos o material para a polícia e daí houve o início da investigação”, afirmou o promotor.

    A investigação corre em segredo de Justiça. O preso tinha um cargo de diretoria na FUNEPE na antiga administração e a polícia ainda tenta entender a participação dele.

    “A gente está fechando o organograma desta situação, mas a gente entende que ele pode ser um líder”, afirmou o delegado José Abonízio.

    Colaborando

    Após o desencadeamento da operação, a direção atual da FUNEPE, cuja diretoria foi empossada em 2023, afirmou em nota que um dos primeiros atos da nova gestão, comandada pelo presidente atual Alexandre Gil de Mello, foi constatar diversas irregularidades em contratos da fundação, especialmente relacionados a obras, prestação de serviços e fornecimento de bens.

    A nota ainda diz que foram identificadas atípicas relações contratuais relacionadas com os serviços educacionais prestados pela FUNEPE. A nova diretoria diz que está colaborando com a Polícia e o Ministério Público nas investigações.

    “O trabalho em conjunto da atual gestão da FUNEPE com os órgãos de controle, em especial com a Polícia Civil, permitiu a obtenção de informações e esclarecimentos de fatos que fundamentaram, no âmbito judicial, a operação realizada hoje”, diz trecho da nota.

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