Diego Fernandes – Araçatuba
O início do funcionamento da Clínica Veterinária Meu Pet, em Araçatuba, foi alvo de dois questionamentos apresentados por vereadores durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Araçatuba, realizada nesta semana. Ambos foram aprovados pelos parlamentares.
A clínica, construída e equipada pelo Governo de São Paulo, começou a funcionar na última quinta-feira (9), após mais de oito meses da entrega do prédio pelo ex-governador Rodrigo Garcia (PSDB), devido à demora da prefeitura de Araçatuba em providenciar parceria para os atendimentos. O Unisalesiano, que possui curso de medicina veterinária, ficou responsável por atender no local.
O vereador Luís Boatto (MDB) esteve no local no dia da inauguração e sentiu falta dos alvarás de funcionamento do espaço, que deveria ter sido colocados em local visível pela prefeitura, mas, segundo ele, isso não ocorreu.
Ele solicita, em requerimento, a apresentação da cópia do certificado de regularidade do espaço emitido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, além do alvará de funcionamento expedido pela prefeitura e do laudo de Vistoria do Corpo de Bombeiros.
“Estive na inauguração e me surpreendi, porque não vi esses documentos afixados em local visível, à vista de todos”, disse o vereador para justificar o pedido.
Além deste requerimento, um outro documento foi apresentado pelo vereador Coronel Guimarães (União Brasil), questionando sobre os atendimentos no local.
Inicialmente, de acordo com o informado, a clínica veterinária Meu Pet atenderá apenas os cães e gatos de famílias de baixa renda, inseridas em programas governamentais.
Guimarães acredita que este atendimento deve ser ampliado e questiona se haverá atendimento para pessoas que cuidam de cães e gatos de rua de forma independente, e para as ONGs e instituições que acolhem diversos animais. Além disso, ele pergunta também sobre a ordem do atendimento, se será por agendamento ou por ordem de chegada.
As proposições foram aprovadas em plenário e a prefeitura de Araçatuba tem 15 dias, a contar da última segunda-feira, para responder à Câmara sobre estas questões.

