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Os comandados de Chinelo dentro da Prefeitura

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Com possíveis indiciamentos do ex-secretário de Fazenda, Josué Cardoso de Lima, e da ex-secretária de Assistência Social, Maria Cristina Domingues, pode subir para seis o número de ocupantes de cargos comissionados na administração do prefeito Dilador Borges (PSDB) envolvidos no esquema deflagrado com a #Tudo Nosso.

Os dois secretários, sob investigação, dão peso à lista de nomes que, naquela ocasião, ocupavam cargos de confiança na administração de Dilador Borges. Parte deles teve indicação direta de Chinelo, com aceitação e nomeação pelo governo municipal. Eram estas pessoas que cuidavam das transações que viabilizavam um faturamento de cerca de R$ 120 mil ao mês para o líder do esquema.

Entre ocupantes de cargos de confiança estavam Alexandre Candido Alves, diretor da Vigilância Sanitária e Epidemiológica; José Cláudio Ferreira, conhecido como Zé Pera, diretor de departamento na secretaria municipal de Administração; o advogado Thiago Henrique Braz Mendes, assessor executivo da secretaria municipal de Governo; Sílvia Aparecida Teixeira, diretora de departamento de Gestão do Sistema Municipal de Assistência Social.

Alexandre Cândido, à época, era diretamente atrelado politicamente a Chinelo, com quem articulou para assumir o comando do PDT em Araçatuba, partido que, caso nada tivesse acontecido, muito provavelmente estaria na lista de legendas aliadas à campanha para uma eventual reeleição do atual chefe do Executivo. O ex-diretor da Vigilância Epidemiológica chegou a deixar uma carreira efetiva na Sucen para se aventurar como apaniguado político na administração municipal.

Outro que tinha grande influência no governo municipal e era tido como uma das principais peças de Chinelo nos esquemas dentro da prefeitura de Araçatuba Zé Pera, que integrou a direção do PSB, partido presidido pelo sindicalista em Araçatuba.

Thiago Mendes também é do covil de Chinelo. Ele foi advogado do sindicalista e do PSB.

Sobre Sílvia Teixeira, as informações que se têm é de que antes de ocupar o cargo de diretora de Gestão do Sistema Municipal de Assistência Social, ela foi funcionária do IVVH (Instituto de Valorização à Vida Humana), principal peça usada para arrecadação indevida por Chinelo e seus comandados.

Como a Polícia Federal ainda não concluiu o relatório do inquérito aberto para investigar os esquemas de corrupção na Prefeitura, envolvendo contratos firmados com o grupo de Chinelo, não é possível afirmar se outros nomes com vínculos à administração municipal surgirão no processo de investigação. No entanto, persiste a expectativa de indiciamento de todos os citados, como Dilador Borges, Edna Flor, Josué Cardoso de Lima, Maria Cristina Domingues, Alexandre Candido Alves, José Cláudio Ferreira (Zé Pera), Thiago Mendes e Sílvia Teixeira, além de outras pessoas envolvidas no esquema, mas não vinculadas à Prefeitura.


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