Da Redação – Araçatuba
Uma operação policial contra a infiltração do PCC, uma facção criminosa, na política de Araçatuba, causou movimentação na manhã desta sexta-feira (06) na cidade. Centenas de policiais, dezenas de viaturas, helicópteros, tiros e mandados acordaram moradores araçatubenses.
Na operação, o vereador Antônio Edwaldo Dunga Costa (União Brasil) acabou detido por posse ilegal de arma de fogo, além disso, uma pessoa morreu após resistir a uma abordagem feita por equipe do 12º BAEP, o Batalhão de Ações Especiais da Polícia.
A operação foi coordenada pelo Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público, e também pelas polícias Militar e Civil. O trabalho foi batizado de Operação Ligações Perigosas e todos os mandados de busca, apreensão e prisão foram cumpridos na manhã desta sexta-feira (6).
Um dos alvos da operação foi o vereador Dunga, que inicialmente tinha contra si apenas mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em sua residência, em seu gabinete na Câmara Municipal e na sede da Aipesp, a Associação dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, comandada por ele.
Os policiais encontraram na casa do vereador, o valor de R$ 26 mil em dinheiro, além de uma arma que estava com numeração raspada. Com isso, Dunga foi preso em flagrante e foi levado para prestar depoimento na Polícia, tendo de passar por audiência de custódia.
Morte
Durante cumprimento de mandado em um condomínio no bairro Morada dos Nobres, na rua Maria Nazareth Vilela, um homem resistiu à ordem de prisão e, ao tentar fugir, foi morto por policiais do BAEP.
Ele ainda chegou a passar por atendimento médico, mas a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência constatou a morte ainda no local. O corpo foi levado para exame necroscópico no Instituto Médico Legal de Araçatuba.
Operação
Ao todo, foram cumpridos 35 de mandados de prisão temporária, além de outros 104 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela 1ª e 2ª Varas Criminais de Araçatuba e foram cumpridos em Araçatuba, Birigui, Penápolis, São José do Rio Preto, Assis, Anhumas, Paraguaçu Paulista, São Paulo e Dourados (MS).
Também foram cumpridos dois mandados de busca em presídios de Araçatuba em desfavor de dois líderes da facção criminosa que estariam comandando o cometimento de crimes em Araçatuba. Esses mandados foram cumpridos com apoio da Secretaria de Administração Penitenciária e do Grupo de Intervenção Rápida.
Ao todo, a operação foi realizada 424 policiais militares e civis, além de policiais penais e da equipe Gaeco do Mato Grosso do Sul. Sete servidores do Ministério Público e quatro Promotores de Justiça também participaram da ação.

