Diego Fernandes – Araçatuba
Araçatuba já registrou mais acidentes com escorpião nos dois primeiros meses deste ano do que na comparação com este mesmo período dos três anos anteriores.
Dados do município apontam que, somente em janeiro e fevereiro deste ano, Araçatuba teve 257 acidentes com escorpião, sendo 129 casos em janeiro e 128 em fevereiro. Os números dão uma média de 4,35 casos por dia na cidade.
Foram 46 casos a mais do que o mesmo período do ano passado, que registrou 211 picadas nos dois primeiros meses do ano, sendo 98 em janeiro e 113 em fevereiro. Nos anos anteriores, o índice também foi menor do que o de 2023, com 199 casos em 2021 e 245 em 2020, levando em consideração os primeiros dois meses do ano.
Neste mês de março, dados da manhã da última sexta-feira (3) que contabilizavam só os dois primeiros dias do mês, já apontaram mais 11 picadas, aumentando ainda mais a média para 5,5 casos por dia.
Ao longo do ano, já foram 268 casos. Em todo o ano passado, foram registrados 1.436 acidentes escorpiônicos na cidade. Em 2021 foram 1.295 e em 2020 foram 1.439.
Infestação
De acordo com informações da prefeitura de Araçatuba fornecidas em resposta a requerimento do vereador Arnaldinho (Cidadania) aprovado pela Câmara Municipal em novembro do ano passado, os bairros com maior infestação por escorpiões até o fim do ano passado eram Umuarama, Iporã, Alvorada, Água Branca, Higienópolis, Morada dos Nobres, TV, São Vicente e São José.
Cuidados
Crianças, donas de casa e pessoas que trabalham em construção civil e com manipulação de produtos hortifrutigranjeiros fazem parte do grupo de maior risco.
Em crianças, os casos costumam ser mais graves devido à relação entre o veneno inoculado pelo escorpião e baixo peso da criança. Quanto menor a criança, maior risco ela corre de evoluir para um caso mais grave ou fatal.
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de Araçatuba, o cuidado com os escorpiões deve ser redobrado durante todo o ano.
O escorpião prefere lugares e a temperatura seca, e por isso costuma deixar os ralos, que sempre ficam úmidos, para se esconder dentro das casas, em roupas, sapatos, e outros locais.
A utilização de telas nas janelas e ralos; observação cuidados dos sapatos antes de calçá-los ou das roupas antes de vesti-las; e o batimento de roupas de cama; além do recolhimento de entulhos, são algumas das medidas mais eficientes para evitar a surpresa de um ataque do pequeno animal.

