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Municípios têm seu Tiririca, Pelé, Imperador e tantos outros famosos

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Em toda a Região de Araçatuba, são mais de 1,5 mil candidatos a vereador. Uma verdadeira maratona! Boa parte deles – com exceção de quem já exercia mandato eletivo ou que, de alguma forma, já era conhecida do eleitorado – teve menos de dois meses, tempo da propaganda eleitoral, para “ganhar fama” junto às suas comunidades e, assim, serem lembrados na hora da votação.

Diante desse fator e de um contexto que requer isolamento social por causa da pandemia, para muitos postulantes a vagas nas câmaras municipais, a saída foi inovar no chamado “nome de urna”, aquele com o qual o concorrente será identificado no aparelho de votação.

O resultado é que, no pleito de domingo, os eleitores das 45 cidades da região poderão escolher, entre suas opções de representantes nas casas legislativas, candidatos que se apresentam com o mesmo nome ou apelido de diferentes personalidades da vida nacional.

Vale começar pelo futebol. Um deles tem como nome de urna, simplesmente, “Adriano Imperador” – craque que brilhou no São Paulo e no Flamengo na década passada. Há também o Pelé. A aposta no nome do “atleta do século”, que completou 80 anos recentemente, é o apelido de um candidato que busca ajudar a garantir representatividade política ao mais expressivo segmento da sociedade brasileira: a comunidade negra.

E se, em 2010, o palhaço Tiririca foi o deputado federal mais votado do Brasil com 1,3 milhão votos, por que não incorporar, então, o nome do famoso artista na esperança de triunfar nas urnas? Foi o que fez um candidato da região. Em sua ficha no Divulgacand, a ferramenta online de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com informações dos candidatos, consta que sua ocupação é variada, sem qualquer identificação com o meio artístico, ramo do qual faz palhaço recordista de votos.

DA POLÍTICA

A disputa eleitoral, por outro lado, “ressuscitou” nomes históricos da política brasileira. Quem for às urnas poderá se deparar, por exemplo, com um Carlos Lacerda que, por outro lado, nada tem a ver com o combativo jornalista e governador do antigo estado da Guanabara falecido em 1977. O Lacerda daqui é um vendedor de comércio varejista e atacadista.

Uma semana após a eleição norte-americana, que atraiu olhares do mundo inteiro, em uma cidade da região, o público eleitor tem, entre seus candidatos a vereador, um certo “Roosevelt”. Mas, você sabe quem foi este personagem na história dos Estados Unidos? Franklin Roosevelt foi o presidente que mais tempo ficou no cargo naquele país: doze anos, entre 1933 e 45, tendo estado à frente da maior potência econômica do planeta na Segunda Guerra Mundial. Mas, na região, quem carrega nome semelhante é um empresário que tenta se eleger vereador pela primeira vez.

Por falar em nomes famosos da política, não faltaram nem aqueles mais recentes, motivo de polêmica. Um deles vai para urna identificado como Eduardo Cunha, cujo homônimo foi presidente da Câmara federal até 2016, quando teve o mandato cassado.

VARIEDADE

A cada eleição, o nome de urna é uma atração. Em muitos dos casos, postulantes aproveitam as candidaturas para fazer “propaganda” de seus negócios ou outra atividade profissional. Daí, brotam identificações que une o próprio nome do candidato à empresa ou serviço desempenhado.

Há ainda aqueles concorrentes que apostam em nomes inusitados e de animais. Valendo-se da popularidade que levou Jair Bolsonaro à Presidência da República na eleição de 2018, não são poucos os candidatos que associaram aos seus nomes de urnas alguma patente militar ou, então, a função desempenhada na Igreja Evangélica, segmentos dos quais o atual chefe da nação faz parte.

 

 


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