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    Home»Cidades»Araçatuba»Mesmo sendo pegos em flagrante, criminosos são soltos
    Araçatuba

    Mesmo sendo pegos em flagrante, criminosos são soltos

    By jornalistacrispim13 de junho de 2021Nenhum comentário5 Mins Read
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    Rodrigo Andolfato

    Primeiramente devo começar este artigo deixando claro que não gostaria de estar escrevendo o mesmo, pois infelizmente, quando a sociedade perde a confiança na justiça, ela perde a confiança na própria sociedade. Segundo, este artigo acaba por interromper a sequência de artigos onde eu estava tratando do movimento #ARACATUBADOBEM, o qual espero retomar domingo que vem, e onde tratarei da finalidade operacional desta ONG.
    Mas por que então escrever este artigo? Simplesmente para deixar pontos extremamente clarificados sobre os perigos que vivemos quando a punição adequada aos crimes contra o patrimônio privado é deixada a míngua. E é disso que vou discorrer neste artigo, o fato de um delegado de polícia de nossa cidade não ter lavrado a prisão em flagrante de um criminoso pego no ato do delito, por policiais, com filmagem e com o produto do furto em sua posse. Existia a materialidade. Existiam as provas. E principalmente existiu a confissão.
    Ah Rodrigo, mas ele não era réu primário? Não! Pois o mesmo antes de sair da obra para a delegacia assumiu na frente dos policiais que estava trabalhando em Araçatuba vindo de Pernambuco onde tinha se envolvido com furto de peças de carros e coisas do tipo.
    Assim sendo, vamos às consequências sociais deste ato, no mínimo displicente do delegado. Um homem que vinha trabalhando com carteira registrada e com todos seus direitos garantidos, resolve cuspir no prato em que come. Resolve furtar a empresa que lhe paga. O mínimo que todos os outros funcionários esperavam era que este meliante, pego em flagrante delito, fosse ficar preso. Mas o que assistimos não foi isso. Para todos que trabalham na empresa, e são honrados e honestos, a sensação foi de afronta e de desmerecimento deles. Todo mundo que vem trabalhando nos últimos meses, vem percebendo a perda do valor do dinheiro graças ao papel monetarista do Estado. Os salários estão ficando cada vez mais apertados no final do mês. Mas nem por isso, as pessoas honestas vão pensar em se beneficiar de um ato condenado na Bíblia! Condenado por Deus! O Roubo!
    “Mas como ele não ficou preso?” foi a pergunta indignada que eu mais ouvi de todos os funcionários. “Vale a pena roubar então, já que a polícia não prende mais bandido?” foi o desabafo em forma de pergunta que mais ouvi na sequência. Fato é que devemos deixar claro que a “polícia” é formada por duas partes efetivamente. A Operacional e a Burocrática. Chamo aqui de “polícia”, o monopólio de coerção estatal e uso da força, e deste modo, coloco o judiciário e os delegados na parte burocrática, e os policiais que estão nas ruas se arriscando, como a parte operacional.
    Respondi a todos os funcionários, e demais pessoas que me perguntavam, que a polícia operacional funciona muito bem e muito eficazmente. Mesmo os policiais que enfrentam todos os dias o perigo iminente, que recebem os menores valores de salários dentro do sistema, estão sempre correndo atrás de bandidos e fazendo as apreensões com presteza e dedicação. No entanto, mesmo eles já estão começando a desanimar com a ineficácia do sistema. “Do que adianta prendermos um bandido, se nem mesmo pegando o meliante em flagrante, chegaremos à delegacia e veremos o criminoso ser solto?” Esse é o desabafo daqueles que todos os dias colocam suas vidas em risco para garantir que o caos não se instale.
    “Então Rodrigo, o que devemos esperar do Estado?” – Para quem me conhece verdadeiramente, sabe que sou um Liberal Austríaco. Isso quer dizer que sigo as ideias fundamentada por Ludwig von Mises no seu Opus Magnus (Maior Obra) o “Ação Humana – Um tratado de Economia”. Neste livro, em seu Capítulo 8, item 2, ele discorre de forma irrefutável, a necessidade de um ÚNICO ente para garantir as punições necessárias para criminosos, e que deteria o monopólio da força. Este seria então o único papel do Estado. Cuidar da sociedade, mantê-la em Ordem, aplicando com justiça as PUNIÇÕES para aqueles que cometeram infrações baseadas no Direito Natural.
    “Ah, Rodrigo, mas não é assim que o Estado foi desenhado? Por que não está funcionando?” – Simples meus amigos leitores. Estamos vivendo um problema gigante dentro da “polícia burocrática”. Juízes, promotores, delegados, com vieses relativistas, formados em faculdades de direito que não priorizam o Direito Natural da Propriedade Privada, ou seja, socialistas. Para esse delegado que não lavrou o flagrante de um ladrão pego no ato do furto, com provas incontestes, e com sua própria confissão, seu ato foi o correto. Oras! Socialismo Puro! “Três rolos de fio de 100 m cada não é muito”, pensou ele. O problema é que o delegado não arcou com um centavo para ressarcir a empresa, e assim é muito fácil fazer benemerência ao estilo socialista, dar o que é dos outros. Mas isso não é o pior que poderia acontecer, o pior é o que todos erroneamente “aprenderam” com o delegado, que o CRIME COMPENSA.

    Rodrigo Andolfato é empresário, membro do Instituto Liberal da Alta Noroeste e idealizador do movimento #ARACATUBADOBEM

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