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quarta-feira, agosto 17, 2022

Mercado imobiliário projeta crescimento e mostra nova relação de trabalho

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Considerado por muitos como um dos principais indicadores do momento econômico nacional, o mercado imobiliário brasileiro já apresenta sinais de que retomará com força o crescimento em 2019. Os primeiros sintomas já ocorreram em 2018, quando segundo informações do Abecip (associação das entidades de crédito imobiliário), o número de buscas por financiamento para aquisição ou construção de imóveis cresceu 15%, depois de três anos de quedas. Na região de Araçatuba, o aquecimento do setor também já está sendo sentido. No entanto, este aquecimento não reflete na oferta de trabalho formal. A contratação de autônomos e informais está sendo uma tendência no setor.
As expectativas de especialistas são que ocorram uma grande valorização do metro quadrado para quem investe em áreas estruturadas. “Depois de um período de estagnação, temos observado uma maior procura pelos loteamentos que oferecemos, sejam habitacionais ou corporativos. Isso demonstra que melhorou o otimismo com a economia, sendo que geralmente loteamentos e imóveis são os primeiros que se valorizam com retomada econômica”, explica Marcus Cunha, Diretor de Marketing do Grupo Realibras/Conspar, especializado em empreendimentos imobiliários.
Segundo análise da Realibras, a tendência de crescimento no setor já se mostra certa, já conforme os números de 2018 é um fato que está ocorrendo, subindo a demanda por imóveis subindo. Somando-se a isso o fato de que ocorreu uma redução na oferta por empreendimentos, em função da recessão, o que deve ser observado nos próximos ano é que o preço do metro quadrado deve subir e o setor viverá uma recuperação.
A comprovação se dá com dados da Cushman & Wakefield, que apontam que em 2018 a venda de imóveis residenciais cresceu cerca de 10%. Já nos imóveis corporativos os números apontam uma queda de espaços a serem ocupados em São Paulo estando atualmente em 21,4% (já atingiu 29,5% em 2016). Considerando contratos assinados sem mudança, a taxa já cai para 18%.

REGIÃO
Na região de Araçatuba a situação não é diferente. Todos os empreendimentos lançados ao longo de 2017 e em 2018 tiveram vendas expressivas. Alguns condomínios já abriram para obras. Em apenas um condomínio da cidade são mais de 70 casas em construção. Isso aquece o mercado com a contratação de trabalhadores.
No entanto, números divulgados pelo Sindicado da Construção (Sinduscon), que representa as empresas do setor, mostram uma mudança no perfil. Em janeiro de 2018 eram 3.630 trabalhadores na construção civil em Araçatuba. O número caiu para 3.125 em janeiro de 2019, mesmo com o setor apresentando aquecimento.
Segundo Antônio Carlos Pereira Sobrinho, o Toninho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Araçatuba, está havendo uma mudança de perfil no setor, com a contratação direta de autônomos e informais. Além disso, a informação é de que muitos profissionais da área estão formalizadora como microempreendedor individual (mei). Desta forma, fecham contratos diretamente com os proprietários da obra ou com as construção.
Para exemplificar, Toninho disse que no ano passado uma construtora da região recolheu mais de R$ 10 mil ao sindicato. Este ano, o recolhimento foi inferior a R$ 2,7 mil.

 

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