Diego Fernandes – Araçatuba
Centenas de pessoas participaram de uma manifestação pacífica na estrada vicinal Caran Rezek na noite da última sexta-feira (19). Moradores dos bairros Aimoré e Paquerê, além de outros moradores do Engenheiro Taveira e das redondezas, fizeram um protesto que bloqueou parte do trânsito pedindo melhorias nas condições da via.
O manifesto contou com uma grande faixa e alguns cartazes com a mesma mensagem “Chega de Mortes”, que também foi entoada pelos protestantes no local. Além disso, moradores levaram cruzes e velas acesas para o local, simbolizando as vítimas que perderam a vida em acidentes ocorridos na estrada. As velas foram colocadas nos cantos da pista e as cruzes ficaram nas mãos dos manifestantes.
Os manifestantes andaram pela via entre o final da tarde e o início da noite de sexta-feira, fazendo a iluminação da via com os celulares, demonstrando a escuridão do local no período noturno. Com isso, o trânsito no local ficou lento, já que em alguns momentos, a estrada era toda bloqueada para o manifesto, mas logo em seguida liberada para a passagem dos veículos.
O protesto foi acompanhado pela Polícia Militar, que garantiu a segurança dos manifestantes e também auxiliou no fluxo do trânsito.
O motivo foi a quantidade de acidentes, alguns deles fatais, que vem ocorrendo na via. A estrada municipal Caran Rezek é a única via de acesso aos bairros Aimoré, Paquerê e Engenheiro Taveira, e não possui acostamento e iluminação noturna. Com o alto fluxo de veículos no período da manhã e no período da noite, o número de acidentes tem sido alto. Foram pelo menos 10 registrados nos últimos meses, e três mortes foram registradas de maio para cá.
O protesto foi organizado por Pâmela Miranda, que era esposa de Rafael Luiz Pereira da Silva, de 29 anos, que morreu em acidente no dia 11 de maio, junto com Natã Cerchini Barbosa, de 22 anos. As motos de ambos se chocaram na estrada no período noturno, enquanto estavam trabalhando como entregadores. Cartazes com os nomes deles foram exibidos por moradores durante a manifestação. A organizadora utilizou uma camiseta com a foto do marido durante o manifesto.
Ela também havia sido a autora do abaixo-assinado que contou com mais de quatro mil assinaturas e que pedia melhorias na estrada, principalmente a instalação de iluminação pública e construção de acostamentos para servirem como área de escape para os veículos que cruzam a vida todos os dias.
Segundo a moradora, o abaixo-assinado foi entregue ao vereador Dr. Jaime (PSDB), líder do governo na Câmara Municipal, e até agora os moradores aguardam a resposta do poder público.
Moradores reclamam que, além da falta de estrutura, não há controle do trânsito no local por parte da prefeitura. Mesmo sabendo da quantidade de mortes, não há viaturas da Guarda Municipal para o controle de trânsito nos horários de pico, no início da manhã e no final da tarde, quando o fluxo no local é maior.
Mortes
Na quarta-feira da última semana (17), Maurício Rodrigues Coelho, de 54 anos, morreu depois que sua bicicleta foi atingida por um caminhão. Segundo moradores do bairro, Maurício estava indo para o trabalho quando o acidente aconteceu.
No último dia 11 de maio, os motociclistas Rafael Luiz Pereira da Silva, de 29 anos, e Natã Cerchini Barbosa, de 22 anos, morreram em acidente fatal na via quando suas motocicletas se chocaram. Ambos estavam trabalhando, fazendo entregas de lanches, quando o fato aconteceu.
Além dos acidentes com vítimas fatais, segundo os moradores, mais de 10 colisões entre veículos já aconteceram na via, que resultaram em ferimentos leves e moderadores, principalmente em condutores de bicicletas e motocicletas, o que evidencia a falta de estrutura do local.

