Índice de confiança do comerciante cresce 14,6%, aponta CNC

Resultado de agosto da pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 103,1 pontos – acima da zona de indiferença (100 pontos). Isso significa um aumento de 14,6% na comparação com agosto de 2016 e queda de 0,3% em relação a julho. A CNC aponta que as condições atuais impactaram positivamente o indicador, como a desaceleração da inflação e redução do custo do crédito, que vêm mantendo o poder de compra das famílias e intensificando aos poucos as vendas.

O presidente da Associação dos Lojistas do Calçadão de Araçatuba (Alca), César Braga, confirma o estado de confiança do empresário do comércio e aponta outros fatores que levaram a este resultado. “Vários saques do FGTS, antecipação do décimo terceiro em algumas prefeituras do Brasil, antecipação do décimo terceiro dos aposentados. Por conta disso tudo, sentimos que o consumidor está mais presente nas lojas”, afirma Braga.

A pesquisa mediu também a percepção dos comerciantes sobre as condições econômicas correntes e o resultado mostra que houve uma variação positiva de 57,1% comparando com agosto de 2016. A avaliação dos varejistas com relação ao desempenho da economia melhorou em 103,3% na comparação anual. A pesquisa mostra também que a proporção de comerciantes que avaliam que o desempenho do comércio está melhor que há um ano aumentou para 37,2% ante 19,2% em agosto do ano passado.

FATOR DE INSEGURANÇA

Apesar da positividade do empresário do comércio em agosto há uma insegurança com relação ao curto prazo associada às incertezas geradas na política para o desempenho da atividade econômica nos meses à frente. Houve uma queda na passagem de julho a agosto de 3,1% nas expectativas para o curto prazo, mas na comparação anual houve avanço de 3,5%. Mesmo com a piora na expectativa para o curto prazo, 77% dos entrevistados disseram crer na melhora da economia.

Apesar do fator de insegurança, o varejo vem crescendo nos últimos meses. Dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada pelo IBGE mostraram que a alta de 4,4% registrada em junho faz do segundo trimestre o melhor resultado desde o fim de 2014. A CNC projeta alta de 1,8% no varejo para este segundo semestre por conta do resultado positivo do mercado de trabalho em julho, incluindo a região de Araçatuba, e das expectativas favoráveis em relação ao comportamento dos preços e das taxas de juros. Conforme o Banco Central, o primeiro semestre fechou com taxa de juros de 63,3% ao ano, a menor desde setembro de 2015 (62,2%).

O presidente da Alca diz, entretanto, que o segundo semestre sempre é mais positivo por conta das festas de final de ano. “Dezembro é a nossa maior venda por conta da época do Natal, depois vem o Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados. A expectativa, comercialmente falando, é gigantesca. Também temos boas expectativas para as contratações temporárias, que começam já em setembro, outubro”, afirma Braga. De acordo com ele, a economia é o principal fator para a melhora do comércio, mas o lojista também precisa se preparar para atender o cliente cada vez mais informado. “Hoje as pessoas têm todas as informações na palma da mão e os consumidores estão mais criteriosos na hora da compra”, afirma o presidente da Alca.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

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