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Hospitais estaduais realizam mais de 8 mil atendimentos 

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ARNON GOMES – MIRANDÓPOLIS

Três hospitais mantidos pelo Estado na região realizaram, juntos, ao longo do ano passado, 8.125 internações. Os números foram divulgados quarta-feira pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), que procurou mostrar um balanço da estrutura hospitalar no território paulista no momento em que o combate ao novo coronavírus é o principal desafio de saúde pública. A soma das internações nas unidades mantidas em Mirandópolis, Alto Alegre e Promissão representa 0,57% do registrado no Estado, que foi de 1.409.428 em 12 meses.

A maior parte das internações na região aconteceu no Hospital Geral Dr. Oswaldo Brandi Faria, em Mirandópolis, considerado de médio porte. O levantamento do TCE mostra que, ao longo de 2019, o maior hospital estadual da região teve 4.495 internações. No período, ocorreram 242 óbitos, 5,38% de taxa de mortalidade. O balanço da corte de contas paulista que o local realizou 110.459 procedimentos ambulatoriais, entre atendimentos, consultas e exames.

Os demais hospitais da região que aparecem no estudo são de pequeno porte.

Em Alto Alegre, o Hospital Geral Padre João W. Braem totalizou 59 internações. Com uma estrutura composta por 22 leitos, 23 a menos que o existente em Mirandópolis, o hospital de Alto Alegre realizou ainda 21.575 procedimentos ambulatoriais. A taxa de mortalidade, no entanto, foi maior – 8,47%, consequência de cinco óbitos ocorridos no período.

Já no Hospital Geral Prefeito Miguel Martin Gualda, de Promissão, o número de internações chegou a 3.571. O serviço, que dispõe da mesma quantidade de leitos existente em Mirandópolis, teve a maior produção ambulatorial da região: 377.453. Com 195 óbitos, sua taxa de mortalidade ficou em 5,46%.

Servindo ao atendimento de casos suspeitos de covid-19, estes hospitais contam, juntos, com 154 prestando serviços de assistência.

Categoria na qual se enquadram os serviços prestados em Mirandópolis, Alto Alegre e Promissão, os hospitais gerais representam 81,91% (163) dos estabelecimentos e foram responsáveis por 1.258.973 hospitalizações em 2019, com uma média de 5,3 dias de permanência por paciente. Já as unidades especializadas (18,09%) atingiram 150.455 internações.

PAINEL

O levantamento realizado pelo tribunal integra a base de dados do ‘Painel da Saúde’ – ferramenta desenvolvida pela corte que apresenta uma perspectiva da assistência hospitalar pública prestada aos cidadãos.

As informações, colhidas pelo TCE junto ao Ministério da Saúde e às secretarias estaduais da Saúde e da Fazenda, abrangem o período de janeiro a dezembro de 2019. Os dados são restritos aos hospitais próprios, administrados pelo Estado ou pelos municípios – um total de 199 -, não incluindo as Santas Casas e demais entidades filantrópicas, sem fins lucrativos.

ESTADO

Ao todo, de janeiro a dezembro de 2019, mais de 118 milhões de procedimentos ambulatoriais – entre consultas, tratamentos, terapias, cirurgias, exames e atendimentos – foram efetuados pela rede assistencial hospitalar, que computou 31.923 leitos disponíveis para o Sistema Único de Saúde (SUS). Da amostra de 199 unidades, seis deixaram de apresentar dados.

Responsável por 51.546 hospitalizações e com 58.153 diárias de UTI, o Hospital das Clínicas da FMUSP, na Capital, lidera o ranking com o maior número de internações. O Hospital de Base de São José do Rio Preto e o Hospital das Clínicas da FAEPA de Ribeirão Preto completam a lista de maior número de hospitalizações, com 41.888 e 39.722, respectivamente.

 


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