VILÃO - Pimentão subiu mais de 136% desde maio 

Hortifrútis tiveram aumento de 11% por causa de geadas; preço do pimentão foi o mais afetado em Araçatuba

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DIEGO FDERNANDES – ARAÇATUBA

Alimentos como frutas, legumes, frutas e pescado tiveram um acréscimo de 11,2% no mês de julho. O dado foi divulgado pela Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). As geadas ocorridas nas plantações e lavouras no último mês de julho acabaram prejudicando as plantações e encarecendo diversos produtos, de acordo com a companhia.

Em Araçatuba, os principais vilões do acréscimo de preços foram o pimentão, o chuchu e a vagem, que mais do que dobraram de valor na comparação com o mês de maio. 

 

De acordo com os dados da Ceagesp, no sétimo mês do ano houve elevação de preços de 41,36% em legumes, 13,88% em verduras e 8,56% em frutas. Apenas a categoria diversos, que contém alimentos como cebola, batata e alho, teve queda de 5,95% nos preços, além dos pescados, que caíram 1,17%. 

 

A Ceagesp ainda divulgou que o aumento poderia ter sido ainda maior, porém, houve também queda de 8,4% na demanda ao longo do ano de 2021. Caso haja novas ondas de frio intenso, os preços podem subir novamente, segundo a companhia.

 

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL ouviu o gerente operacional da Ceagesp em Araçatuba, Wanderley Pereira Júnior, para saber quais foram os alimentos que mais obtiveram acréscimo nos preços no município. O posto do Ceasa de Araçatuba faz a distribuição de alimentos para estabelecimentos e pessoas físicas de mais de 100 municípios no entorno.

 

No município, o maior aumento ficou por conta do pimentão. O alimento, que era vendido até maio a R$ 3,20 o quilo, agora não é comercializado a menos de R$ 7,58, um acréscimo de mais de 136%. 

 

Outros dois alimentos também tiveram aumento de mais de 100% de maio até agosto. O chuchu, por exemplo, era comercializado a R$ 1,60 no quinto mês do ano, enquanto agora o seu preço está em R$ 3,60 o quilo. A vagem, citada pelo gerente do Ceagesp de Araçatuba como uma das vilãs de preços do local, está em R$ 13,65 o quilo atualmente, sendo que em maio era vendida a R$ 6,50. 

 

Outros produtos que tiveram crescimento de preços em Araçatuba entre maio e agosto foram: abobrinha (de R$ 1,60 para R$ 2,50 o quilo), repolho (de R$ 1,55 para R$ 2,80), batata comum (de R$ 2,60 para R$ 2,85) e ovo (de R$ 3,60 para R$ 4,10 a cartela). 

 

De acordo com Wanderley Júnior, a baixa oferta dos produtos devido às geadas acabou causando a elevação de preços. Ele cita, porém, que o tomate foi um dos alimentos que não sofreu com essa diferença, já que a oferta seguiu alta no mês de julho.

 

“Tomate subiu pouco, mas ficou mais estável, porque ele veio de muitas regiões para cá, então como a oferta está sendo boa ele não teve um preço tão expressivo”, explicou o gerente da Ceagesp.

 

No final do mês de julho, na terceira onda de frio que atingiu a região, provocando temperaturas abaixo de zero e episódios de geadas, o gerente o entreposto araçatubense já havia alertado para a alta nos preços dos alimentos, principalmente os que vêm da região Centro-Sul do Brasil, que são a maior parte das cargas. 

 

Em 2020, o setor setor de alimentação já foi o grande vilão da inflação, com um impacto de 2,73% no índice geral de 4,52% nos 12 meses do ano. No geral, o setor teve alta de mais de 14%. 

 

 

 


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