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Araçatuba
sábado, agosto 13, 2022

Fraudes e furtos de energia elétrica crescem quase 30% em um ano

Em apenas um ano, o número de casos de furto e fraude de energia elétrica cresceu 29,4% em Araçatuba. O número consta em levantamento da CPFL Paulista, concessionária que atende o município, divulgado ontem.
Em 2018, a cidade contabilizou 6.897 ocorrências, contra 3.777 do ano anterior. O crescimento da estatística, em parte, pode ser explicado também pela alta no volume de inspeções realizadas pela empresa – foram 6.897 no ano que passou, enquanto em 2017, 3.777, ou seja, 82,6% a mais. A pesquisa divulgada nessa segunda-feira foi referente ao primeiro ano depois da Operação Gato de Botas, feita pela Polícia Civil, que colocou na prisão diversos empresários e proprietários de residências da região de Araçatuba acusados de furtar energia elétrica.
Uma das cidades da região onde se deram as primeiras prisões da “Gato de Botas”, Lins, por exemplo, consta no estudo divulgado pela concessionária. Lá, o crescimento de irregularidades constatadas foi até maior do que o observado em Araçatuba: 38,1%. Em 2018, foram 134 casos e, um ano antes, havia sido 97. Assim como em Araçatuba, o total de inspeções também subiu: somente em Lins, foram 49 a mais.
Outras duas cidades pesquisadas pela companhia foram Penápolis e Glicério, que registraram aumento de 12,8% e 13%, respectivamente no período. Penápolis contabilizou 132 registros no último ano e 117, no ano anterior. Glicério, por sua vez, somou 26 em 2018 e 23, em 2017.
A CPFL atribuiu o maior número de casos à intensificação de suas ações fiscalizatórias. De acordo com a empresa, no ano passado, considerando Araçatuba, Lins, Penápolis, Glicério e ainda São José do Rio Preto, Barretos, Monte Azul Paulista, Olímpia, Mirassol e Bady Bassit, foram recuperados 12.046 MWh de energia furtada. Segundo a empresa, isso seria suficiente para abastecer 6.693 famílias de quatro pessoas pelo período de um ano, o que equivale ao consumo das cidades paulistas do porte de Charqueada, Elias Fausto ou Itatinga.

PREVENÇÃO
Em nota distribuída à imprensa, a CPFL informou que desenvolve, ativamente, estratégia de monitoramento e análise do perfil de consumo de seus clientes, com o objetivo de identificar possíveis variações no consumo de energia elética que indiquem perdas comerciais (ligações irregulares).
“Desde 2016, esse trabalho foi fortalecido com o projeto da telemedição dos grandes clientes industriais e comerciais do Grupo. Mais 26 mil medidores inteligentes foram instalados nestes consumidores, possibilitando o monitoramento em tempo real do consumo de energia e tornando mais eficaz o processo de identificação de fraudes”, informa a nota oficial.
Conforme a companhia, as ligações irregulares representam menos de 2% do total da energia distribuída em sua área de concessão. “A CPFL Energia trabalha para diminuir ainda mais este índice visando reduzir o encarecimento da conta de luz dos consumidores, manter a qualidade dos serviços prestados pela companhia e garantir, por consequência, a segurança da população”, diz a empresa.

Fiscalização cresceu mais de 40%

A CPFL Paulista informa que a fiscalização contra fraudes e furtos de energia aumentou 42,4% em 2018. No ano passado, em todos os municípios de sua cobertura foram 266,1 mil inspeções, contra 186,8 mil em 2017.
Segundo a empresa, a taxa de sucesso chega a 21,3%, ou seja, para cada cinco fiscalizações, uma fraude é encontrada. Conforme a companhia, isso significa que, em 2018, a distribuidora encontrou 56.893 casos de fraudes e furtos, recuperando 136.534 MWh de energia – volume considerado suficiente para abastecer 75,8 mil famílias por um ano, equivalente à cidade de Santa Bárbara d’Oeste.
Segundo o diretor comercial da CPFL, Roberto Sartori, investimentos feitos têm sido um grande aliado na identificação das fraudes e furtos de energia nas redes da distribuidora.
“O trabalho realizado em conjunto com os órgãos públicos e autoridades policiais também tem se mostrado fundamental nas operações que visam o combate às fraudes e ligações clandestinas. Todas essas ações possibilitaram que a distribuidora passasse a identificar um número maior de irregularidades em 2018”, afirmou o diretor, na nota distribuída pela companhia.

ARNON GOMES
Araçatuba

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