ATENDO - Pessoas não devem transferir dinheiro sem antes confirmar com a pessoa

Estelionatários inovam nos golpes e usam a tecnologia para enganar as vítimas

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

A jornalista Lucy Tamborino, do portal noticiasconcursos.com.br, postou recentemente uma matéria chamando a atenção para os novos golpes usando redes sociais e aplicativos de celular. Em Araçatuba há vários registros com esse tipo de golpe.
De acordo com a jornalista, um golpe muito comum, mas que tem feito cada vez mais vítimas por conta da correria do dia a dia, é por meio do WhatsApp.
Segundo a jornalista, há diversos crimes e golpes sendo praticados por meio do WhatsApp e saber como se proteger é essencial. Este golpe, especificamente, é aplicado por criminosos que não precisam nem clonar o celular da vítima, mas o prejuízo pode acontecer mesmo assim.
O criminoso compra um chip de celular novo e, se passando por uma determinada pessoa, inclusive com a sua foto, começa a chamar os familiares e amigos pedindo dinheiro. Na conversa o farsante sabe inclusive qual o grau de parentesco com quem está conversando, por exemplo. Sendo possível que chame parentes mais próximos como mãe, pai, tios, entre outros. Se passando pela pessoa e com um número diferente, o criminoso pede dinheiro emprestado, dando uma explicação pela troca de número de celular.
O pedido de dinheiro muitas vezes vem acompanhado de um relato de uma suposta dificuldade de realizar uma transferência, do tipo ” mãe, transfere dinheiro para essa conta que eu estou devendo e no final do dia eu te devolvo.”
Sem desconfiar, a mãe pode transferir o dinheiro, por exemplo. Só que na realidade o número nunca foi seu e nem sabe de quem é a conta, os valores vão diretamente para conta de um dos integrantes da quadrilha.
Ao contrário também é possível, um amigo ou parente pedir dinheiro emprestado para você, com um número diferente. Em alguns casos, inclusive, o número pode ser até igual.
Neste caso o crime ainda é mais perigoso, com a clonagem do WhatsApp.

Como se proteger?
Se proteger deste tipo de crime é simples, embora seja necessário algumas adoções de medidas. O que pode ser feito é jamais transferir o dinheiro sem antes tentar falar com a pessoa por ligação, por exemplo, e confirmar se de fato não é um criminoso.
Para que amigos e familiares não caiam no golpe do WhatsApp, a orientação é para que sempre liguem em caso de pedido em dinheiro ou combine sempre algum tipo de código.
Esse crime pode até parecer convincente, mas a informação pode fazer com que o número de pessoas que caem diminua. Também é importante a verificação em duas etapas do WhatsApp e jamais passar o código para alguém.

ARAÇATUBA
Na sexta-feira (15), uma aposentada de 71 anos procurou a polícia de Araçatuba para registrar golpe pelo WhatsApp. Ela disse que na quinta-feira (14) recebeu mensagem supostamente de sua filha, inclusive com foto dela e do marido no perfil, pedindo transferência de R$ 1.870,00 para Wellinton Brito Vasconcelos. A mulher passou apenas R$ 800,00, que era seu limite, e pediu para a irmã, de 81 anos, passar mais R$ 1mil.
Quando relatou que já tinha feito a transferência, o golpista, que se passava pela filha, disse que tinha se enganado e que era R$ 5.870. Foi quando as mulheres desconfiaram do golpe. A aposentada falou com a filha e ficou sabendo que não tinha pedido dinheiro.
A aposentada devolveu R$ 1 mil para a irmã e ficou com R$ 1,8 mil de prejuízo.

 

 

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