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segunda-feira, junho 27, 2022

Esperançar

FERNANDA COLLI

Tenho certeza de que os professores de história, sociologia e filosofia levarão um tempo considerável para conseguir explicar tudo o que tem ocorrido nesses últimos dois anos na humanidade.
Mal acabamos de vencer uma pandemia (que ainda existe), e já nos deparamos com um cenário de ataques e eminencia de guerra mundial. Mais uma vez, pessoas fugindo, pessoas morrendo, pessoas com medo. Crianças e jovens recrutados, crianças e jovens com medo, pessoas morrendo diariamente. E no Brasil não teremos carnaval.
Parece que estamos sendo cerceados de alegria e de notícias boas. A vontade de não sair de casa aumenta a cada noticiário. Mas será que se fechar é a melhor saída?
Desafio você caro leitor, que saia e se encoraje para a guerra. A guerra contra a pandemia, contra a corrupção, conta a fome. Que as máscaras não utilizadas no carnaval, não sejam justificativas para serem usadas nos outros dias do ano. Vamos viver e vamos ter esperança. Mas a esperança não do verbo “esperar”. Se desvencilhar de todos os problemas que ocorrem não é esperança, é espera. E já não temos mais tempo para isso.
É chegada a hora de se levantar e ir atrás. Que a nossa esperança seja do verbo esperançar. Como mestre Paulo Freire dizia, esperançar é ir atrás, se levantar, construir é não desistir. Esperançar é levar adiante, é reforçar, é juntar-se com outros para fazer de outo modo.
Uma semana repleta de sonhos, metas e coragem para esperançar.

Fernanda Colli pedagoga, psicopedagoga, Arte Educadora, presidente do Conselho Municipal de Cultura

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