Da Redação – Araçatuba
O candidato a presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que pretende retomar um percentual maior de financiamento da Atenção Básica em saúde, caso seja eleito presidente do país em outubro. Caiado esteve em Araçatuba, na última sexta-feira (21), em ato de campanha, para participar de reunião com o setor do agro e um evento político, e falou com a imprensa.
Ao ser perguntado sobre a atuação situação da saúde, onde há problemas de transferência de vagas de pacientes que estão na saúde municipal para hospitais estaduais, e também com relação ao fato de o atual governo não ter atendido o pedido do município para o aumento de Equipes da Saúde da Família, Caiado afirmou que o setor de Atenção Básica, representado pelas UBSs está “estrangulado”, fazendo com que o problema fique para prefeitos e governadores. Ele disse que mudará essa realidade se for eleito.
Desde o começo do ano passado, Araçatuba fez o pedido de mais 14 Equipes de Saúde da Família para a União e até agora não obteve resposta positiva.
“Isso que você está citando é uma realidade no país todo. Esse incremento na área da Unidade Básica de Saúde, que é o ponto de chegada do paciente hoje, está estrangulado no ponto de vista do financiamento completamente. Hoje o Governo Federal só assume 40% de todo o repasse da saúde, que antigamente ele era responsável por 62%”, afirmou o candidato
Caiado também insinuou um direcionamento seletivo do Governo Federal para a realização de repasses para a saúde e disse que isso não existirá em seu possível governo, caso vença as eleições.
“Hoje quem está morrendo na saúde são os prefeitos e governadores, a União simplesmente repassou essa responsabilidade, eu resgatarei isso, e não deixarei com que haja um direcionamento seletivo e muito menos partidário desse repasse aí que a gente tem que atender a Unidade Básica, como também a saúde de média e alta complexidade para termos menores filas e a capacidade de atender essa demanda de cirurgias eletivas que se acumulam nos nossos municípios”, explicou.
Propostas
Ao ser perguntado sobre suas propostas para o interior do estado e a região de Araçatuba, Caiado foi mais genérico, e citou questões que impactam todo o país, como a economia, a alta dos juros, os problemas financeiros de grandes empresas varejistas, e afirmou que o seu governo terá que tomar medidas rápidas, como responder rápido na economia.
“O interior de São Paulo e o interior do Brasil demanda um Presidente que possa combater a criminalidade, ter a resposta rápida na economia, que baixe a taxa de juros. Ninguém suporta mesmo o que estamos vivendo, a quebradeira geral seja no varejo, na indústria, no comércio, na agropecuária brasileira. É uma taxa de agiotagem, mas não é possível. O IFood está vendendo pizza em 6 parcelas, olha a que ponto chegou o Brasil. Você não tem mais capacidade de investimento, porque a pessoa não vai tomar uma taxa de juros a 9% de juros real e acrescer o endividamento dos seus clientes, então você está quebrando nas duas pontas, essa é a necessidade de se recuperar rapidamente o país”, disse.
Propostas para o agro
Durante sua passagem por Araçatuba, Caiado teve reunião com representantes do setor de agronegócio na sede do SIRAN, o Sindicato Rural da Alta Noroeste.
Para este setor, um dos carros chefes da economia local, Caiado falou em produzir os próprios insumos, investimento em seguro rural, além de abertura de mercado para outros países.
“O agro é um setor que conheço bem e nós vamos caminhar com a demanda do seguro rural. Hoje em dia precisamos abrir mercado, ampliar nossa capacidade de não ter apenas um grande comprador. E todos os nossos insumos devem chegar a valores compatíveis com o setor. Não é possível um país com a riqueza que tem não produzir nitrogenados e ter que comprar quase que 90% da produção de cloreto de potássio, de fósforo, é um setor que demanda por rodovias de qualidade, de ferrovias com integração com hidrovias”, disse.
Caiado ainda afirmou que homem do campo tem que ter a sua renda garantida, como forma de alicerce do trabalho realizado no agro em todo o país.
Ele também afirmou que os gastos do atual governo deixar o país e o setor em uma situação calamitosa.
“A agropecuária depende de maiores investimentos e poder garantir a renda ao homem do campo, a renda é fundamental para alicerçar esses segmentos que está sofrendo muito. Esse Governo gastou acima da capacidade do que produziu e toda a população paga por essa irresponsabilidade”, completou.

