Da Redação – Araçatuba
A defesa do guarda municipal que foi preso por homicídio contra José Roberto Nunes, de 55 anos, se manifestou através de nota após o Ministério Público denunciar o autor do crime por homicídio qualificado por motivo torpe.
De acordo com o advogado Bruno Barros Mendes, que atua na defesa do guarda, o caso deve ser analisado pela forma integral e não apenas pelo crime. Ele defende a análise das circunstâncias do caso e sustenta a tese de legítima defesa.
“Desde o primeiro momento, Edvaldo sustenta que agiu em legítima defesa, após ser perseguido, circunstância que, segundo a defesa, é corroborada pelas imagens das câmeras de segurança”, afirma a nota.
O texto também cita a conduta do guarda municipal durante seus anos de trabalho no serviço público de Araçatuba.
“Também merece consideração a trajetória pessoal e profissional de Edvaldo. Aos 60 anos de idade, dedicou 31 anos de sua vida ao serviço público e à segurança da sociedade, exercendo a função de Guarda Municipal de 1ª Classe. Durante toda essa trajetória, não possui registro de falta disciplinar, histórico infracional ou antecedente criminal”, diz o texto, que ainda reafirma o respeito à apuração dos fatos e ao Poder Judiciário.
Denúncia
A nota foi divulgada um dia após o MP-SP ter denunciado o autor do disparo por homicídio qualificado por motivo torpe, no caso, uma desavença relacionada a uma herança. O crime aconteceu na região central de Araçatuba no dia 4 de agosto.
O promotor Adelmo Pinho é o autor da denúncia e ainda aguarda os laudos da perícia no local e também do exame de balística e da eficácia das munições e da arma de fogo. Ele também aguarda imagens das câmeras de segurança do entorno e da investigação que apura onde está o celular da vítima, que desapareceu.
Segundo a Promotoria, o celular da vítima ficou caído no chão após o crime, mas o aparelho não foi apreendido. Há suspeita de que ele tenha sido subtraído para favorecer o denunciado. O órgão ainda aguarda a oitiva dos policiais militares que atenderam à ocorrência, principalmente os que auxiliaram na preservação do local do crime. Será feita oitiva também com os guardas municipais que atenderam à ocorrência, além da esposa da vítima. Foi solicitada também possíveis certidões de inventário, arrolamento e correlatos envolvendo as partes.

