CARLOS FARIAS
A ação humana aumentou significativamente a temperatura do planeta Terra.
A alta emissão de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera já ultrapassou todos os limites de agressão ambiental e custos sociais.
A cidade de Sharm El Sheikh, no Egito, estará sediando de 06 a 18 de novembro o novo encontro da 27.a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, a COP 27 sob a expectativa de uma nova tônica para acelerar a implementação dos compromissos assumidos no Acordo de Paris e evitar que a temperatura global se eleve acima de 1,5 grau C até o final do século, considerando os efeitos percebidos de eventos extremos recentes e constantes das mudanças climáticas e também sob o impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia que acendeu o alerta da maior insegurança energética do mundo nos últimos anos.
Na COP 26 realizada em 2021 em Glasgow na Escócia o documento assinado priorizou o fortalecimento das metas de 2030 do Acordo de Paris, abordando a redução gradual do uso de carvão e dos subsídios para combustíveis fósseis.
Em Glasgow o Brasil assumiu compromisso de uma nova meta de redução de 50% dos gases de efeito estufa até 2030 tendo como base 2005 e a neutralidade climática em 2050 e não mais em 2060 conforme o assumido anteriormente.
No tocante ao desmatamento, o compromisso do Brasil proposto foi de zerar o desmatamento até 2028 e não mais em 2030 confirmando a sua adesão à Declaração dos Líderes sobre Florestas e Uso da Terra e ao Compromisso Global de Metano.
No balanço atual continua a necessidade de compromissos e ambições seguindo os objetivos de longo prazo do Acordo de Paris que são fundamentais, mas o que se busca na COP 27 agora no Egito nos próximos dias é de justamente transformar tais compromissos em implementação efetiva contando sempre com a marcante participação da sociedade civil e também com a especial colaboração do setor empresarial internacional que criou um amplo engajamento assumindo responsabilidades para uma economia mundial de baixo carbono, estabelecendo esforços conjugados de adaptação e fluxos de financiamentos apropriados para subsidiar as metas globais e uma transição justa para os países em desenvolvimento estruturando defesas importantes e transparentes de preservação e respeito ao Planeta.
Os esforços continuam e a participação do Brasil vem sendo muito importante em todas as conferências internacionais. Nesta COP 27 a expectativa será maior pelo momento de transição política que o país está atravessando com expectativa de novas estratégias e pela Amazônia que simboliza e retrata o grande desafio de reversão dos impactos das mudanças climáticas para o mundo.
Carlos Farias
Consultor Empresarial



