Da Redação – Araçatuba
A cadeia produtiva da construção civil manteve trajetória de crescimento na Região Administrativa de Araçatuba em 2026. Entre janeiro e julho, foram abertas 1.189 empresas ligadas ao setor, ante 1.132 no mesmo período de 2025. O resultado representa 57 novos negócios a mais e uma expansão de 5% em apenas um ano. O avanço foi ainda mais intenso no núcleo diretamente ligado à construção.
Nesse recorte, que reúne construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados para obras, as aberturas passaram de 800 para 859, crescimento de 7,4%.
O levantamento foi elaborado pelo Observatório Econômico a partir das bases de abertura de empresas da Receita Federal, nos 43 municípios da Região Administrativa de Araçatuba.
Execução de obras e serviços especializados
A construção propriamente dita concentrou 859 aberturas e respondeu por 72,2% de todos os novos negócios da cadeia ampliada em 2026. O número mostra que o crescimento está apoiado principalmente na atividade operacional do setor. O elo de execução de obras passou de 311 para 334 empresas, com 23 aberturas adicionais e alta de 7,4%.
As obras de acabamento avançaram de 180 para 193 registros, crescimento de 7,2%. Já os serviços técnicos e especializados chegaram a 404 novas empresas, vinte a mais que no mesmo período de 2025.
Esse conjunto revela uma cadeia diversificada. Uma obra movimenta diferentes especialidades: alvenaria, elétrica, hidráulica, pintura, climatização, revestimentos, portas, janelas e diversos serviços de apoio.
O crescimento distribuído entre esses elos amplia o espaço para fornecedores e prestadores de diferentes portes.
Alvenaria, climatização e materiais
As obras de alvenaria permaneceram como a principal atividade da cadeia em número de aberturas. Foram 284 novos registros em 2026, ante 270 no ano anterior.
Na sequência aparecem instalação e manutenção elétrica, com 160 empresas, e serviços de pintura de edifícios, que passaram de 108 para 119.
O maior crescimento nominal ocorreu na instalação e manutenção de sistemas centrais de ar-condicionado, ventilação e refrigeração, que passou de 63 para 83 novas empresas, aumento de 20 registros e expansão de 31,7%.
O desempenho sinaliza maior espaço para serviços ligados à climatização e à modernização de imóveis residenciais, comerciais e institucionais.
Também se destacaram a construção de edifícios, que avançou de 14 para 19 empresas, alta de 35,7%, e a incorporação de empreendimentos imobiliários, que passou de 19 para 24 registros, crescimento de 26,3%.
Embora sejam bases menores, os movimentos acrescentam diversidade ao avanço do setor.
Comércio especializado
O comércio ligado à construção também apresentou resultado positivo. As aberturas passaram de 142 para 155 empresas, crescimento de 9,2%. O principal destaque foi o comércio varejista de materiais de construção em geral, que saltou de 39 para 55 novos negócios, alta de 41%.
O avanço do comércio especializado é importante porque aproxima materiais, ferramentas e insumos dos profissionais e consumidores em diferentes municípios.
Ferragens, madeira, materiais hidráulicos, elétricos e itens de acabamento formam uma rede que dá suporte à execução de pequenas reformas e de projetos maiores.
MEI
Outro aspecto está no perfil dos novos empreendimentos. O Microempreendedor Individual ampliou sua presença: foram 686 aberturas em 2025 e 848 em 2026. Com isso, a participação do MEI na cadeia passou de 60,6% para 71,3%.
Os números reforçam o peso dos pequenos prestadores na dinâmica da construção civil. Pintores, eletricistas, instaladores, pedreiros e profissionais de acabamento encontram na formalização uma porta de entrada para emitir notas fiscais, organizar sua atividade e acessar novos clientes.
Crescimento
A capilaridade regional é um dos resultados mais relevantes do estudo. Todos os 43 municípios da Região Administrativa de Araçatuba registraram ao menos uma abertura vinculada à cadeia ampliada da construção civil, tanto em 2025 quanto em 2026.
Isso mostra que o movimento não ficou restrito aos maiores centros urbanos. A formalização alcançou cidades de diferentes portes e criou uma rede regional de pequenos negócios, comércio especializado, serviços de instalação e atividades diretamente ligadas às obras.

