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Congresso é marco para tornar Araçatuba referência na atenção ao autista

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

O primeiro congresso nacional sobre autismo realizado em Araçatuba começou ontem e, mesmo sem ter se encerrado, já conta com indicadores suficientes para os organizadores concluírem que foi um sucesso.

O teatro da Unip (Universidade Paulista), onde o evento acontece, reuniu cerca de 530 pessoas nessa sexta-feira. Era um público com perfis bem variados. Havia pais de criança com a doença, professores, médicos, fonoaudiólogos, terapeutas, estudantes e representantes da secretarias municipais da Educação e da Saúde.

Com tanta procura, de Araçatuba e de municípios da região, as inscrições se encerraram rapidamente e uma lista de espera com cerca de mil nomes se formou. Para atender a essa demanda, a organização já planeja outro congresso na cidade, ainda neste ano e em data a ser confirmada.

“Superou as expectativas. Tivemos uma participação bastante expressiva”, destacou a terapeuta ocupacional Ana Rita Albuquerque. Para a fisioterapeuta Sabrina Firmino, a presença maciça de diferentes segmentos que lidam com a questão do autista demonstra o quanto ainda precisa ser esclarecido a esse público, além da constatação de que já está havendo maior conscientização. “As pessoas estão mais interessadas em saber”, destacou.

Para Selma Alves, diretora pedagógica da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), uma das entidades parceiras na organização do congresso, a ideia é tornar Araçatuba um município referência na atenção ao autista. “Além do grande público, a diversidade de temas aqui abordados, falando desde a saúde, passando pela educação e chegando às políticas pública, mostra a grandiosidade da ação”, pontuou.

PROGRAMAÇÃO

Conforme O LIBERAL REGIONAL noticiou na última quinta-feira, o Congresso Multidisciplinar sobre TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) ocorre até este sábado. Hoje, as atividades começam às 8h.

Além da Apae de Araçatuba, o evento é organizado por mais seis entidades: GPNE (Grupo de Estudos para Pessoas com Necessidades Especiais), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Caoe (Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência), AMA (Associação de Amigos do Autista), secretarias municipais de Educação e Saúde e Laboratório de Fisiologia Endócrina e Envelhecimento.

A programação conta com palestrantes de renome em todo o Brasil, alguns, inclusive, com experiência de sucesso no exterior. Eles vieram para Araçatuba para palestrar sobre os seguintes temas: etiologia, causas genéticas do TEA, genética versus autismo, biomarcadores e TEA, construção de projeto terapêutico no TEA, transtorno de processamento sensorial e dispraxia no autismo; identificação e desmistificação do TEA; inclusão de políticas públicas; estratégias para ampliar a comunicação; características e orientações educativas.


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