INDIGNAÇÃO - Donos de bares e restaurantes foram até a prefeitura entregar manifesto pela volta ao trabalho ao prefeito - DIVULGADO

Comerciantes de Araçatuba voltam a cobrar o prefeito por socorro ao setor e pedem isenção de impostos

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Após duas manifestações organizadas pelos empresários donos de bares e restaurantes do município, ocorridas na sexta-feira (22) e na quarta-feira (27), representantes do setor foram cobrar novamente o prefeito de Araçatuba, Dilador Borges Damasceno (PSDB), nesta quinta-feira (28), sobre um posicionamento quanto à reivindicação.

No primeiro manifestação, no dia 22 de janeiro, um grupo de empresários e trabalhadores do setor se colocou à frente da prefeitura e protestou aos gritos de “Queremos Trabalhar”, além de mostrar faixas de indignação em um semáforo na avenida Brasília próximo à rodoviária.

Já no segundo ato, que contou com uma grande carreata na última quarta-feira, o grupo ficou por cerca de 20 minutos em frente à prefeitura cobrando um posicionamento do prefeito quanto à situação do setor.

Nesta quinta-feira, representantes do Sindicato de Hoteis, Restaurantes, Bares e Similares de Araçatuba, da União das Entidades de Classe de Araçatuba e Região e Associação de Lojistas do Shopping Praça Nova, entregaram um manifesto ao prefeito Dilador Borges Damasceno (PSDB) na prefeitura.

No documento, divulgado também à imprensa, consta o apoio da Associação Comercial e Industrial de Araçatuba. O texto do manifesto pede medidas urgentes para a retomada do trabalho presencial. Nele, empresários expuseram suas situações, explicando que funcionários tiveram de ser demitidos devido à impossibilidade do atendimento presencial.

A argumentação dos empresários leva em consideração toda a cadeia movimentada por bares e restaurantes, citando que fornecedores de matéria prima e materiais diversos, além de serviços terceirizados de manutenção, contabilidade e publicidade, podem ser afetados com o não funcionamento de vários estabelecimentos.

“Caso os comerciantes fechem, isso fará com que as pessoas deixem de frequentar os bares e restaurantes, que apresentam local seguro, e frequentem festas e eventos clandestinos e, estes sim, com alto índice de contaminação e proliferação do vírus”, diz trecho do manifesto entregue ao chefe do executivo.

Além disso, o texto também cita que os casos aumentaram após as campanhas eleitorais e as festas de final de ano e que isso nada teve a ver com os estabelecimentos comerciais.

O principal pedido no manifesto é para que os bares e restaurantes possam atender de forma presencial até às 22h, e não até 20h como determina o decreto estadual e o decreto municipal, e que este horário de funcionamento até 22h seja permitido também nos dois próximos finais de semana, em que foi decretado lockdown em todo o estado.

Um segundo pedido feito pelos donos de estabelecimentos é que, em caso de resposta negativa, que haja isenção de impostos e taxas estaduais e municipais, além de liberação de verbas a fundo perdido para custeio de operações básicas até que a situação volte ao normal.

Interlocução

Representantes das entidades acreditam que o prefeito Dilador Borges Damasceno (PSDB) pode utilizar de sua proximidade com o governador João Dória, do mesmo partido, para interceder pelo comércio da cidade. O presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes, Euflávio de Carvalho, disse isso ao justificar os protestos dos últimos dias.

“O objetivo é ver se o prefeito nos ajuda junto ao governador e pedir para o governador para ele permitir que o prefeito da cidade governe a cidade dele. O governador a mais de 500km de distância ele não pode saber o que está se passando em Araçatuba, então deixa Araçatuba trabalhar”, afirmou.

A presidente da UECAR, Luciane Pinese, acredita que é muita responsabilidade jogar a pandemia nas costas dos bares e restaurantes.

“Nós não sabemos o que acontece que tanta responsabilidade é jogada nas nossas costas e na verdade nós não somos os vilões, nós só queremos trabalhar”, disse.

Os representantes afirmaram que devem fazer também uma reunião com representantes do Ministério Público para ver o que pode ser feito quanto à volta do atendimento presencial nos estabelecimentos após às 20h e nos finais de semana.

Resposta

De acordo com informações recebidas pela reportagem, a princípio o prefeito Dilador Borges Damasceno não queria uma reunião com mais de 10 pessoas na prefeitura para receber o manifesto, mas acabou cedendo a pedido dos empresários

Após receber o manifesto, o prefeito Dilador Borges Damasceno (PSDB) justificou que precisa cumprir as ordens do Plano São Paulo para que o município não sofra punições.

“Reconhecemos as dificuldades dos proprietários de bares e restaurantes, que lutam diariamente para manter seus negócios e o salário de seus funcionários, no entanto, somos obrigados por lei a cumprir as regras impostas pelo Governo Estadual”, afirmou Dilador.

O prefeito afirmou que entregará o manifesto ao governador João Dória (PSDB) a pedido dos comerciantes.

 


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