Home Cidades Araçatuba Com home office, consumidor pode encontrar tarifa de energia mais barata

Com home office, consumidor pode encontrar tarifa de energia mais barata

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ARNON GOMES- ARAÇATUBA

A quarentena provocada pela necessidade de se combater o coronavírus impôs nova forma de trabalho para milhares de brasileiros: o home office, ou seja, o trabalho em casa. Os exemplos são variam: desde advogados que atendem e despacham na própria residência; professores que tiveram de aderir às aulas remotas; empresários, em geral, dentre tantos outros.

Só que a comodidade de exercer ofício à frente de um notebook, muitas vezes acompanhado do frescor do ar-condicionado, no ambiente familiar, pode acarretar um custo alto se não for bem planejado. Se, por um lado, economiza-se por simplesmente não estar na rua, por outro, pode-se ter um custo alto com energia.

Por isso, especialistas explicam que o consumidor pode encontrar caminhos para o barateamento da conta nesse período. De acordo com Octávio Brasil, gestor de empresa volta ao desenvolvimento de soluções inteligentes para redes de água, energia e gás de São Paulo, um caminho está na opção pela tarifa branca, à disposição de todos os brasileiros desde janeiro deste ano conectados em baixa tensão, como residências e pequenos comércios.

Nessa modalidade, criada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o valor da tarifa de energia varia conforme o horário de consumo. O ideal, dessa forma, é trabalhar no chamado “horário fora de ponta”, das 21h30 às 16h30 do dia seguinte, em que a tarifa para o consumidor é mais barata quando comparada à cobrada no modelo tradicional. Sábados, domingos e feriados também contam como tarifa fora de ponta nas 24 horas do dia.

Nos dias úteis, o preço da energia é dividido em três faixas horárias de consumo. No horário de ponta (17h30 às 20h30), a tarifa fica mais cara que a convencional. Na faixa intermediária (16h30 às 17h30, retornando das 20h30 às 21h30), o custo também é maior.

“Como as pessoas geralmente trabalham fora o dia todo, acabam não tendo tempo para analisar o gasto com a energia utilizada em casa, como o chuveiro elétrico, ar-condicionado, ferro elétrico, aspirador de pó e máquina de lavar. Mas, nestes dias de reclusão obrigatória, surge uma boa oportunidade para repensar e planejar mudanças de hábitos que tragam economia nas contas básicas, inclusive para depois que a quarentena terminar”, analisa Brasil.

Ele sugere a adoção da tarifa branca para pessoas que possam deslocar parte considerável do seu consumo de energia para os períodos fora de ponta. Com a adoção desse modelo, disse o especialista, é possível ter uma economia na conta de energia de até 17%.

COMO ADERIR

Para aderir à tarifa branca, o consumidor deve entrar em contato com a concessionária de sua região. Em média, em 30 dias, um novo medidor de energia será instalado na residência ou comércio. Porém, é preciso atenção: se a energia for utilizada durante o horário de ponta, a tarifa pode ficar até 83% mais cara.

O gestor frisa que os percentuais apontados – possibilidade de economia ou o risco de aumento se o consumo for concentrado em horário de ponta e fora de ponta – podem variar conforme os hábitos das unidades consumidoras.

SERVIÇO

O consumidor da região que estiver interessado nessa forma de consumo pode procurar as concessionárias CPLF Paulista (microrregiões de Araçatuba, Birigui e Penápolis) e Elektro (microrregião de Andradina). Os telefones de contato vêm nas tarifas mensais.


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