Da Redação – Araçatuba
Os celulares do vereador Damião Brito (Rede) que foram apreendidos no dia 30 de junho, durante operação realizada em sua residência e em seu gabinete na Câmara Municipal já estão no Instituto de Criminalística em São Paulo e passarão por perícia técnica.
O vereador é investigado pela Polícia Civil após dois ex-assessores denunciarem o parlamentar por suposta prática de “rachadinha”, quando o vereador obriga assessores a dividir o salário com ele mesmo. O inquérito foi instaurado no final de 2025. No ano passado, a denúncia também chegou a Câmara, que votou pelo arquivamento do processo legislativo.
A análise dos celulares do vereador pelo IC tem o objetivo de identificar possíveis conversas, além de arquivos como registros financeiros e elementos que possam estar relacionados à investigação.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, ainda não há uma data específica para que haja a conclusão do exame feito pelo IC e para a confecção do laudo para que a Polícia siga com o inquérito. Existe a possibilidade do pedido de quebra de sigilo bancário do vereador.
Operação
No dia 30 de junho, policiais civis estiveram na casa do vereador Damião Brito (Rede) e em seu gabinete parlamentar na Câmara Municipal com mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos três celulares, sendo um deles da esposa do vereador, porém, não houve prisão do parlamentar.
A informação dada pela Polícia na oportunidade foi que Damião não havia colaborado com as investigações e teria tentado esconder seus aparelhos de celulares.
Em pronunciamento feito no dia 3 de julho, através de um vídeo nas redes sociais, o vereador disse que não resistiu ao trabalho da polícia e afirmou que não forneceu as senhas de seus celulares por haver coisas pessoais neles.
Durante o pronunciamento, feito em vídeo nas redes sociais, o parlamentar também exibiu uma arma de fogo, a qual afirmou ser legalizada. Na denúncia feita contra ele, os ex-assessores afirmaram que o parlamentar utilizava esta arma para intimidá-los.
Damião afirmou que a ação é uma tentativa de intimidar a sua atuação política, já que teria feito denúncias graves contra grandes empresas que atuam em Araçatuba.

