O Estado de São Paulo está enfrentando uma nova epidemia de dengue. Nas sete primeiras semanas epidemiológicas de 2018 (de janeiro a meados de fevereiro) no estado eram apenas 236 casos. Este ano, no mesmo período, são 12.834 casos. De acordo com a Secretaria da Saúde, o maior risco da dengue neste verão se deve à circulação do sorotipo 2 do vírus. Foi exatamente a circulação deste novo tipo que Andradina decretou estado de emergência. Nesta sexta-feira a cidade estava com 2.266 casos, perdendo no Estado apenas para Bauru, que está com 3.510 casos da doença.
As regiões de Andradina, Araçatuba e Três Lagoas estão enfrentando problemas em vários municípios, onde a dengue saiu do controle. Destacam-se as pequenas cidades de Bilac e Guaraçai, onde um ex-prefeito morreu e o atestado de óbito constou dengue. Vários outros casos de morte na região são suspeitos de dengue.
A Secretaria da Saúde confirmou mortes em São Joaquim da Barra, São José do Rio Preto e Araraquara. Porém, há vários outros casos ainda em investigação.
Em Bauru, que lidera os casos de dengue no Estado, há 12 mortes com suspeita. Os cinco postos de saúde (UPAs) atendem 2,7 mil pacientes por dia e o horário foi estendido até 23 horas.
REGIÃO
Na região, a situação é preocupante. Bilac, com aproximadamente 7 mil habitantes, decretou epidemia na terça-feira (26), após registrar 171 casos confirmados este ano. Outros municípios em situação preocupante são Guaraçai, com mais de 200 casos, Andradina, com 2.266, Araçatuba, 97 casos, Mirandópolis com 113 casos, Birigui com 194 casos positivos e Três Lagoas com 1.817 casos suspeitos e 316 confirmados.
ALERTA
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado, Marcos Boulos, alerta que a epidemia pior deve vir entre o final deste ano e o início de 2020. “O próximo verão deve ser pior, porque neste a dengue não pegou com força as regiões mais populosas do Estado”, disse. “Há uma epidemia em regiões bem definidas, no norte e noroeste, mas o problema maior não é o número de casos e, sim, a circulação de um novo tipo de vírus, que torna a dengue mais grave”, acrescentou o infectologista.
SITUAÇÃO
Araçatuba – Nas dez primeiras semanas de 2018, foram apenas 10 casos e agora são 97.
Andradina – No mesmo período, 9 casos e em 2019, 2.266
Birigui – Em 2018, nas dez primeiras semanas, nove casos e agora 194.
Bilac – Foi apenas um caso no início de 2018 e agora 171.]
Guaraçai – Também teve apenas um e agora mais de 200.
Mirandópolis – Não teve registro de dengue no início do ano. Este ano são 113 casos positivos, 174 suspeitos, dois suspeitos de zika e um de chikungunya.
Três Lagoas – Foram 12 casos confirmados neste período em 2018 e agora 316.
Várias outras cidades da região estão enfrentando aumento nos casos de dengue.
PREVENÇÃO
As cidades estão adotando diferentes estratégias de combate à dengue. Além de visitas domiciliares, entregas de panfletos e campanhas nos veículos de comunicação, a aplicação de inseticida está sendo bastante usada em várias cidades.
Birigui investiga três casos de morte por dengue
A Secretaria de Saúde de Birigui está investigando três óbitos por suspeita de dengue. Este ano, de 1º de janeiro até o momento, Birigui registrou 672 notificações. O município conta com 453 casos prováveis, sendo 194 casos positivos e 259 casos em investigação.
Com relação aos óbitos por suspeita de dengue, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o primeiro paciente é do sexo masculino, 78 anos, aposentado, morador do bairro Ivone Alves Palma.
O início dos sintomas começou em 5 de fevereiro, o paciente apresentava outras comorbidades, foi internado na Santa Casa de Birigui o faleceu dia 16 de fevereiro.
O segundo caso se trata de uma paciente do sexo feminino, de 24 anos, auxiliar administrativo, moradora do bairro Quemil.
O início dos sintomas foi registrado dia 18 de fevereiro, foi internada na Santa Casa de Birigui e transferida para a Santa Casa de Araçatuba, evoluindo a óbito dia 22 de fevereiro.
O terceiro caso é uma paciente do sexo feminino, de 60 anos, moradora do bairro Ivone Alves Palma. O início dos sintomas foi registrado dia 22 de fevereiro, foi internada na Santa Casa de Birigui, vindo a falecer dia 26 de fevereiro.
“Todos os casos em que os pacientes possuem sintomas em comum com a dengue são considerados suspeitos, independente da causa do óbito e são investigados”, explicou a diretora da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Birigui, Mauricéia Gonçalves.
“Todos os casos estão sendo investigados e aguardam resultados de exames. Após esta investigação os casos são descartados ou confirmados, juntamente a Vigilância Epidemiológica do Governo do Estado de São Paulo”, falou a diretora.
ASSISTÊNCIA
A rede de assistência a saúde está articulada para o atendimento dos casos suspeitos de dengue, chikungunya e Zika vírus, ao longo dos meses de janeiro e fevereiro foram realizadas diversas capacitações a fim de preparar os profissionais e os serviços de saúde para atenção básica e rede hospitalar (Santa Casa, PSM e Unimed).
Nesta sexta-feira (1º), os profissionais da Saúde participaram de duas capacitações sobre o Manejo Clínico dos Suspeitos de Arboviroses.
No Pronto Socorro Municipal de Birigui e no Prédio da UBS 01 (Cidade Jardim) serão feitos atendimentos de uma “Central de Hidratação”, com o objetivo de melhorar a qualidade da assistência prestada aos casos suspeitos da doença.
DA REDAÇÃO
Araçatuba

