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Associação Comercial pede que lojas abram pelo menos 5 horas por dia durante pandemia

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

A ACIA, Associação Comercial e Industrial de Araçatuba, quer que as lojas do comércio da cidade voltem a abrir em horário reduzido, apenas 5 horas por dia, e tomando cuidados de higienização e para evitar aglomerações. Por isso, a entidade fez um comunicado que está sendo distribuído aos seus associados informando as medidas que tem tomado para interceder junto às autoridades pela reabertura das lojas.

No texto do comunicado, a direção da ACIA diz que está chamando a atenção para a necessidade de pensar na sobrevivência das empresas locais e na manutenção de empregos. Na justificativa, a entidade afirma que os empresários já passavam por um momento difícil antes da quarentena e que não há caixa na maioria das lojas para o pagamento de impostos, aluguel de ponto e salários de colaboradores.

A Associação afirma que não tem conhecimento sobre demissão de funcionários no comunicado, porém, a nossa reportagem apurou que algumas lojas já dispensaram trabalhadores desde o início da quarentena. Até bares e restaurantes, que ainda estão funcionando no sistema de delivery, também já dispensaram atendentes e garçons.

De acordo com o diretor da Associação Comercial, Nei Ferracioli, seria possível abrir as lojas 5 horas por dia e com os cuidados necessários durante a pandemia do novo coronavírus. “Os horários que nós sugerimos durante o decreto seriam das 10h às 15h, ou das 12h às 17h. A partir do momento que passar o decreto, aí teria de ser horário normal, das 8h às 18h”, disse Ferracioli, lembrando que a quarentena em todo o estado de São Paulo está imposta por decreto do governador João Dória (PSDB) até o dia 22 de abril.

O diretor da ACIA defende que, até o final do ano, as lojas e seus colaboradores obedeçam às regras estabelecidas pelos órgãos de saúde para proteção de funcionários e clientes. “Todos poderiam voltar ao trabalho utilizando as máscaras, luvas, álcool gel, mantendo o distanciamento de 1 metro ou 1 metro e meio entre o colaborador e o cliente, além do controle de quantidade de pessoas dentro do estabelecimento comercial”, defendeu Ferracioli, que ainda completou. “Quem está no quadro de risco deve ficar em casa, como gestantes, pessoas idosas, e aqueles com uma saúde melhor e que tem possibilidade de voltar ao trabalho, seria essencial”, disse.

Opinião sobre abertura do comércio ecoa entre empresários, vereadores, dirigentes e consumidores

Ao longo dos últimos dias, o jornal O LIBERAL REGIONAL vem divulgando opiniões sobre o assunto e, boa parte dos entrevistados defende a flexibilização da quarentena em Araçatuba.

Os vereadores Flávio Salatino e Lucas Zanatta, ambos do PV, e Alceu Batista, do PSDB, já se mostraram favoráveis à flexibilização em falas e atos no legislativo. Já lojistas dos mais diversos seguimentos entrevistados pelo jornal também acreditam que podem voltar ao trabalho.

O dono da autoescola Grand Prix, José Dante Thereza, afirmou que já tem um plano montado para que seu estabelecimento volte a funcionar.

O presidente do Sincomércio, Gener Silva, acredita que o problema econômico é tão importante quanto o problema na saúde pública.

Já o presidente da ALCA, Associação dos Lojistas do Calçadão de Araçatuba, César Braga, crê que só o comercio foi prejudicado com a quarentena, já que vários outros seguimentos seguem atuando de uma forma ou de outra.

No final da tarde de ontem, em apenas 5 minutos na área central da cidade, nossa reportagem foi identificada por uma consumidora. “Pede para esse povo abrir esse comércio logo, pelo amor de Deus”, pediu.

Leitora denuncia lojas funcionando no calçadão

A redação do jornal O LIBERAL REGIONAL recebeu, na manhã de ontem, denúncia de uma leitora sobre lojas que estão atendendo no calçadão mesmo durante o período de quarentena.

A leitora afirmou, por telefone, que foi até uma óptica localizada no calçadão de Araçatuba após ficar sabendo, através do jornal O LIBERAL, que os estabelecimentos do ramo já estavam funcionando na cidade.

Ela afirma que ficou cerca de 1 hora e 20 minutos aguardando seus óculos ficarem prontos e neste momento flagrou três lojas no local permitindo a entrada de dezenas de clientes.

Segundo a mulher, uma loja de aviamentos, outra especializada em cosméticos e perfumes e uma loja de calçados, estavam atendendo mesmo com portas fechadas. De acordo com ela, vários clientes entravam ao mesmo tempo na loja normalmente.

Ela chegou a contar a quantidade de clientes que, neste período, esteve em duas das lojas. Segundo a leitora, foram 18 clientes na loja de cosméticos e outros 14 na loja de aviamentos. Ela só não soube precisar quantos foram atendidos na loja de calçados.

Ao opinar sobre a situação, ela afirmou que está com problemas financeiros por conta da quarentena e que acha injusto alguns estabelecimentos respeitarem o período imposto pelo governo estadual e outros não respeitarem.

O diretor da Associação Comercial de Araçatuba, Nei Ferracioli, afirmou que desconhece esta prática por parte das lojas, mas acredita que todos precisam sobreviver. “Cada lojista é responsável pelos seus atos e cada um sabe a necessidade que tem. Quando a situação aperta, cada um vai arrumando um jeito de sobreviver”, afirmou.

Rio Preto libera atividades com restrições

Na cidade de São José do Rio Preto, a aproximadamente 150km de Araçatuba, o prefeito Edinho Araújo (MDB), publica decreto hoje no Diário Oficial do Município permitindo algumas atividades especificadas. De acordo com o texto, o decreto vai permitir o início da flexibilização gradual do comércio da cidade.

A partir de hoje, passam a funcionar em Rio Preto as ópticas e lojas de produtos ortopédicos e similares; bancas de revista/jornais; escritórios de advocacia, contabilidade e imobiliárias; lojas de materiais de construção; lavanderias; barbearias e cabeleireiros com limitações; todos os comércios de alimentos; hotéis; estacionamentos; produtos agropecuários; consultórios e serviços odontológicos; assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e comércio de peças, acessórios para carros, motos e bicicletas.

Todas as atividades deverão sujeitar-se às regras de higiene como utilização de máscaras por parte de funcionários e clientes, álcool em gel à disposição nos estabelecimentos, além de garantir o distanciamento social de 1,5 m entre colaboradores e consumidores.


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