Diego Fernandes – Araçatuba
Os dados do Censo 2022 do IBGE, divulgado nesta quarta-feira (28), confirmaram que Araçatuba ultrapassou a marca de 200 mil habitantes, mas os números finais foram mais baixos do que os apresentados na prévia divulgada em dezembro.
Se no final do ano passado, os dados parciais haviam apontado mais de 213 mil habitantes, os números consolidados apontaram que Araçatuba conta atualmente com 200.124 habitantes. O número representa um crescimento de quase 20 mil habitantes em relação ao último Censo completo do órgão, realizado em 2010, quando Araçatuba tinha pouco mais de 181 mil moradores.
Os dados são utilizados como parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.
Com mais de 200 mil habitantes, Araçatuba segue sendo o município mais populoso da região, com um crescimento aproximado de 20% de sua população em um período de 12 anos.
Outros municípios da região tiveram crescimento de dados em relação à prévia apresentada. Em Andradina por exemplo, os dados finais apontam 59.783 moradores na cidade, mais de 300 habitantes a mais do que a prévia no final do ano.
Em Birigui, a população divulgada pelo IBGE foi de 118.979 moradores, com mais de 600 pessoas a mais do que na prévia. Já em Guararapes, são 31.036 pessoas, 19 a mais do que o número do final do ano passado.
Já em Penápolis, houve uma diminuição em relação a prévia de dezembro, porém, não tão acentuada quanto a ocorrida em Araçatuba. A cidade tem 61.679 moradores, pouco mais de 400 moradores a menos do que o divulgado.
Região
Os dados do IBGE apontam que os 43 municípios da região administrativa de Araçatuba possuem juntos 774.917 habitantes.
A região possui a quinta cidade com a menor população do país, e segunda menor do estado de São Paulo. Nova Castilho, que fica entre General Salgado e Gastão Vidigal, possui apenas 1.062 habitantes.
Ela só fica atrás de Serra da Saudade (MG) com 833, Borá (SP) com 907, Anhanguera (GO) com 924 e Araguainha (MT) com 1.010.

Brasil
Em 1º de agosto de 2022, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Desde 2010, quando foi realizado o Censo Demográfico anterior, a população do país cresceu 6,5%, ou 12.306.713 pessoas a mais. Isso resulta em uma taxa de crescimento anual de 0,52%, a menor já observada desde o início da série histórica iniciada em 1872, ano da primeira operação censitária do país. Os dados são dos primeiros resultados do Censo Demográfico de 2022, divulgados hoje (28) pelo IBGE.
Nos 150 anos que separam a primeira operação censitária da última, o Brasil aumentou a sua população em mais de 20 vezes: ao todo, um acréscimo de 193,1 milhões de habitantes. O maior crescimento, em números absolutos, foi registrado entre as décadas de 70 e 80, quando houve uma adição de 27,8 milhões de pessoas. Mas a série histórica do Censo mostra que a média anual de crescimento vem diminuindo desde a década de 60. “Em 2022, a taxa de crescimento anual foi reduzida para menos da metade do que era em 2010 (1,17%)”, afirma o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte.
O Sudeste continua sendo a região mais populosa do país, atingindo, em 2022, 84,8 milhões de habitantes. Esse contingente representava 41,8% da população brasileira. Já o Nordeste, onde viviam 54,6 milhões de pessoas, respondia por 26,9% dos habitantes do país. As duas regiões foram as que tiveram a menor taxa de crescimento anual desde o Censo 2010: enquanto a população do Nordeste registrou uma taxa crescimento anual de 0,24%, a do Sudeste foi de 0,45%.
Por outro lado, o Norte era a segunda região menos populosa, com 17,3 milhões de habitantes, representando 8,5% dos residentes do país. Essa participação da região vem crescendo sucessivamente nas últimas décadas. A taxa crescimento anual foi de 0,75%, a segunda maior entre as regiões, mas bem inferior àquela apresentada no período intercensitário anterior (2000/2010), quando esse percentual era de 2,09%. Isso significa que, embora a população continue aumentando, o ritmo de crescimento do número de habitantes do Norte é menor em relação à década anterior.
A taxa de crescimento anual do Norte, frente aos dados de 2010, só foi menor do que a do Centro-Oeste (1,23%), região que chegou a 16,3 milhões de habitantes, o menor contingente entre as regiões. Isso significa um aumento de 15,8% em 12 anos. O Sul, que concentrava 14,7% dos habitantes do país, aumentou seu contingente populacional em 9,3% no mesmo período, alcançando 29,9 milhões de pessoas.
São Paulo
Os primeiros resultados do Censo 2022 também apontaram que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro seguem sendo os estados mais populosos do país. Juntos, os três concentravam 39,9% da população brasileira. São Paulo, o maior deles em termos de população, tinha 44,4 milhões de habitantes. Cerca de um quinto da população brasileira (21,8%) vivia no estado.
Roraima também continua sendo o estado menos populoso, com 636,3 mil habitantes, ainda que tenha apresentado a maior taxa de crescimento anual no período de 12 anos (2,92%). Na sequência, os estados com menor número de habitantes foram Amapá (733,5 mil) e Acre (830 mil).
Catorze estados e o Distrito Federal registraram taxas de crescimento anual acima da média nacional (0,52%) em 2022. Além de Roraima (2,92%), que passou de uma população de 450.479, em 2010, para 636.303 em 2022, destacaram-se no crescimento populacional Santa Catarina (1,66%), Mato Grosso (1,57%), Goiás (1,35%), Amazonas (1,03%) e Acre (1,03%).
Entre os estados que menos cresceram (com variação de 0,1% ou menos) está o Rio de Janeiro (0,03%), o terceiro mais populoso do país. A população fluminense passou de 15,9 milhões, em 2010, para 16,1 milhões, em 2022. Os demais foram Alagoas (0,02%), Bahia (0,07%) e Rondônia (0,10%) (Com informações do IBGE).



