Diego Fernandes – Araçatuba
Na última semana, Araçatuba chegou à sua quarta morte por dengue registrada em 2023. A informação foi confirmada pela vigilância epidemiológica do município na sexta-feira (23).
A vítima, neste caso, foi um idoso de 81 anos, que foi a óbito no dia 5 de junho após ficar internado e cuja suspeita foi encaminhada ao Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, que confirmou a contaminação por dengue como causa da morte. Ele possuía outras comorbidades.
Este óbito se soma a outros três casos que já haviam sido confirmados neste ano. Dois óbitos foram contabilizados no mês de abril, sendo que o primeiro deles foi de um homem de 36 anos, que possuía comorbidades. Ele ficou hospitalizado por causa da doença e faleceu no dia 15 de abril. Já o outro caso foi de uma mulher de 61 anos, que também tinha comorbidades e passou um tempo internada no hospital antes de morrer no dia 24 de abril. Antes disso, no mês de março, no dia 27, outro homem de 36 anos também morreu devido às complicações da dengue. A morte dele foi confirmada pela vigilância epidemiológica no dia 17 de abril.
Agora, Araçatuba já tem, em apenas seis meses, mais casos fatais de dengue do que em todo o ano passado. Em 2022, foram três óbitos por dengue na cidade, sendo dois em março e um dezembro.
Até o momento, Araçatuba teve 871 casos da doença neste ano, sendo que o índice de contaminação está menor do que o do ano passado, com todos os meses até aqui registrando um número de casos menor em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O mês com maior número de ocorrências neste ano foi em abril, com 302 contaminações, também foi o mês que registrou dois dos quatro casos fatais. Em junho, até o último dia 23, foram 51 casos.
Ações
A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.
Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos.
Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.
“O munícipe precisa estar atento, precisa olhar todos os locais da casa dele onde ele tem um acúmulo de água. Bebedouro de animais é um problema há muito tempo, vaso de planta na água, ralo interno e externo, são os locais de atenção que o munícipe precisa ter na casa dele”, afirmou Talita Oliveira, responsável pela Zoonoses em Araçatuba.

