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Araçatuba registra a maior queda do Estado em número de vítimas motociclistas

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Araçatuba registrou a maior queda, entre todas as regiões do Estado, no número de mortes envolvendo motociclistas no mês passado na comparação com junho. Os números foram divulgados na última semana pelo Infosiga, o sistema de dados do Governo de São Paulo, gerenciado pelo programa Respeito à Vida.
De acordo com o levantamento, juntas, as 43 cidades da região registraram diminuição de 60% no período, índice que supera, com folga, a média observada no Estado, onde a redução chegou a 16%. Conforme o estudo, no sétimo mês do ano, 138 condutores de motos foram vitimados por acidentes em todo o território paulista, enquanto no período anterior, a quantidade havia ficado em 166.
“A redução de acidentes fatais envolvendo motociclistas e pedestres é um sinal positivo, pois são os grupos que lideram as estatísticas”, disse a coordenadora do programa, Silvia Lisboa, em nota enviada pela assessoria de imprensa do Estado.
PARCERIA
A expectativa das autoridades é que este número continue a cair nos próximos meses, levando-se em conta medidas, investimentos e parcerias adotadas pelo poder público recentemente. Foi justamente no mês passado, por exemplo, que o secretário municipal de Planejamento e Mobilidade Urbana, Ernesto Tadeu Consoni, de Araçatuba, maior cidade da região, esteve em São Paulo para requerer a inclusão de Araçatuba no “Respeito à Vida”.
O objetivo é conseguir recursos estaduais para a realização de melhorias no trânsito. No ano passado, quando o programa ainda se chamava Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, a cidade recebeu R$ 1,3 milhão que foram investidos na aquisição de semáforos.
Segundo o Estado, o Programa “Respeito à Vida” atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito, envolvendo nove secretarias estaduais: Governo, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência.
Além da divulgação mensal de acidentes fatais nos 645 municípios paulistas e da realização de convênios com as prefeituras, como Araçatuba tem feito, o programa também mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor.
Atualmente, 304 cidades são parceiras do programa e R$ 200 milhões em recursos provenientes de multas do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) beneficiam 96% da população, apontam os número do programa.
COMPARAÇÃO
A redução no território regional foi tão expressiva que, nas outras oito regiões paulistas onde houve queda, o percentual não se aproximou do constatado em Araçatuba.
A segunda maior redução ocorreu na região de São José dos Campos, com baixa de 42%. Na sequência, vêm: Registro (38%), Bauru (35%), São José do Rio Preto (28%), Ribeirão Preto (26%), Barretos (14%), Região Metropolitana de São Paulo (13%) e Santos (10%).
Os aumentos foram registrados nas regiões de Campinas (29%), Central (6%), Franca (33%), Itapeva (133%), Marília (8%) e Sorocaba (96%). Já na de Presidente Prudente, os índices permaneceram estáveis.

Na Câmara, avançam propostas para melhorar o trânsito
Enquanto os números vêm apontando resultados positivos, na Câmara de Araçatuba, avançam propostas para melhorar a segurança e a conscientização no trânsito, que, se colocadas em prática, podem contribuir ainda mais com as estatísticas positivas.
Recentemente, o Legislativo aprovou lei de autoria do vereador Denilson Pichitelli (PSL) que obriga o poder público a realizar, anualmente, campanha de conscientização sobre o uso da faixa de pedestres.
Desde o início deste mês, tramita na Casa projeto de lei do vereador Cláudio Henrique da Silva (PMN) que prevê a implantação de medidas para a redução de velocidade, circulação de veículos e sistema de sinalização de trânsito nas proximidades de estabelecimentos de ensino público e privado no município.
A proposta é que o Executivo implante limite de velocidade correspondente a, no máximo, 20 quilômetros por hora nos quarteirões que circundam unidades escolares.
A ideia é também que, nas vias públicas diretamente ligadas aos locais de entrada e saída de professores e alunos sejam pintadas faixas para travessia de pedestres, com sinalização de trânsito suficiente para alertar os condutores de veículos, além de redutores de velocidade.
“Entendemos ser necessário a criação de regras mais rigorosas para as vias que circundam as instituições de ensino, onde diariamente milhares de crianças, jovens, pais, professores, servidores e população em geral utilizam as vias em razão das atividades da educação, e precisam de segurança”, diz o autor da proposta, na justificativa.

Jovens ainda são os que mais morrem
O estudo divulgado nessa semana trouxe ainda a conclusão de que o perfil da vítima motociclista é jovem com idade entre 18 e 29 anos (44%), homem (83%) e condutor do veículo (85% dos casos). Os períodos da noite e madrugada (51%) e finais de semana (52%) concentram os acidentes fatais no mês.
Quando se considera o número de óbitos causados por acidentes de trânsito em todo Estado, independentemente do modal, o Infosiga SP registrou 479 ocorrências, redução de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2018. Nos primeiros sete meses, a redução é de 2,2% (3.072 ocorrências contra 3.142 no ano anterior).


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