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Araçatuba está preparada para novo coronavírus, garante Secretaria de Saúde

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Todas as unidades de Saúde de Araçatuba e seus profissionais estão capacitados para o atendimento a casos de contaminação do novo coronaVirus (2019-nCoV), bem como a ações preventivas à disseminação da doença respiratória, junto aos órgãos de saúde e à população em geral.

Segundo Carmem Guariente, secretária municipal de Saúde de Araçatuba, a capacitação já acontece há muitas semanas, desde que surgiram as notícias internacionais de ocorrência do coronavirus. A vigilância epidemiológica de infecção humana pelo 2019-nCoV está sendo construída à medida que a OMS consolida as informações recebidas dos países e novas evidências técnicas e científicas são publicadas.

Os estados e municípios possuem planos de preparação para pandemia de influenza e síndromes respiratórias. A maior parte dos procedimentos recomendados estão previstos no capítulo de influenza do Guia de Vigilância Epidemiológica, além de manuais e planos elaborados para preparação e resposta durante os eventos de massa.

Segundo Priscila Cestaro, diretora da Vigilância Epidemiológica, cada departamento fez sua capacitação: Atenção Básica, Urgência e Emergência, com o Pronto Socorro Municipal, além da Vigilância Sanitária (Visam) e Epidemiológica (V.E.), cujos profissionais visitaram todos os serviços de saúde, tanto Unidades Básicas de Saúde (UBS), como hospitais e Pronto Atendimento. “As visitas orientaram sobre conduta, levando protocolo, e sobre medidas preventivas como lavagem das mãos, álcool-gel, papel toalha e utilização de máscaras”, detalhou Cestaro.

“Essas medidas vem fortalecer a necessidade de termos as precauções para evitar a transmissão de doenças respiratórias, transmitidas pelo ar, através de contatos por gotículas, objetos contaminados, assim como são o sarampo, as gripes, influenza, H1N1, cujos cuidados devem fazer parte da nossa rotina, não só nos serviços de saúde, mas também com a etiqueta social, com a qual  devemos repensar até nossos costumes de saudações e cumprimentos, nesses períodos de transmissão de doenças respiratórias”, completou a secretária municipal.

Orientações fundamentais

– As Unidades de Saúde foram  orientadas com os protocolos de assistência e Vigilância em Saúde, bem como em relação às medidas de biossegurança;

 

– Não é orientado isolamento domiciliar ou quarentena para pessoas sem sintomas da doença, sejam comunicantes de casos suspeitos ou confirmados, ou que tenham chegado dos países com casos confirmados;

– A orientação para quem chega ao município, procedente de um dos países onde há registro de casos, é de observação por 14 dias. Na presença de sintomas respiratórios e febre, colocar máscara cirúrgica e dirigir-se a um serviço de Saúde próximo a sua residência evitando usar transporte público;

– O Ministério da Saúde não adota protocolo medicamentoso para o Coronavírus, a medicação utilizada é sintomática. Não há recomendação – neste instante – do uso de máscaras na comunidade. Pessoas que apresentam sintomas respiratórios e febre devem se afastar das suas atividades e não devem frequentar lugares públicos ou de aglomerações;

– É importante reforçar para a população as medidas de lavagem frequente das mãos e uso de etiqueta respiratória;

– Lembrem-se: quem faz política pública é o Estado – aqui representado pelos três entes federados. Instituições privadas devem ser orientadas pelos gestores sobre o protocolo de manejo clinico do Ministério da Saúde.

 

São Dicas de Prevenção

– Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar com lenço descartável;

– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

– Não compartilhar objetos de uso pessoal;

– Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;

– Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar anti-séptico de mãos à base de álcool;

– Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;

– Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.


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