POSITIVO - Mesmo com saldo negativo em várias cidades na região, o acumulado no trimestre é positivo AGÊNCIA BRASILIA

Araçatuba e Lins são as únicas cidades grandes da região com saldo positivo de empregos

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Contrariando o resultado apresentado pelo conjunto da economia brasileira, algumas importantes cidades da região, encerraram o mês de março com saldo negativo no mercado de trabalho.  Dados disponibilizados pelo CAGED – Cadastro Geral Empregados e Desempregados, do Ministério da Economia, evidenciam que as cidades de Araçatuba e Lins tiveram saldo positivo, enquanto que as cidades de Andradina, Birigui e Penápolis, fecharam o terceiro mês do ano com saldo negativo.

Em Araçatuba o saldo foi positivo em 77 empregos, com 1.698 contratações e 1.621 demissões. Os setores econômicos mais importantes na geração de empregos foram os segmentos de serviços; construção e agropecuária. Os setores de comércio e indústria, apresentam resultado negativo.

Já a cidade de Lins apresentou resultado positivo de 181 empregos, com 821 contratações de 640 demissões.

Na contramão dos resultado das duas cidades, Andradina, Birigui e Penápolis, fecharam o terceiro mês do ano com saldo negativo. Andradina teve saldo negativo de – 27; Birigui – 206 e Penápolis – 51.

Na avaliação do pesquisador e especialista no estudo de economia local e regional, professor Marco Aurélio Barbosa de Souza (FAC-FEA), o resultado é reflexo do agravamento da pandemia e da ampliação das medidas de fechamento dos setores produtivos no mês. Segundo o economista, ao interromper o funcionamento de relevantes engrenagens do sistema econômico, as medidas desencadearam o efeito em cascada negativo sobre diversas empresas e suas cadeias produtivas que impactaram na empregabilidade dos municípios

 

No terimestre, o saldo de empregos é positivo

Apesar dos resultado negativo apresentado por alguns municípios, na análise do saldo acumulado no trimestre, constata-se que todos mantem resultado positivo.

Birigui continua liderando a geração de empregos regionais, com saldo de 1.112 empregos no primeiro trimestre do ano. Em seguida, se destaca a cidade de Araçatuba com 832 empregos, seguida por Lins com 433; Penápolis com 381 e Andradina com 303.

Dessa forma, as principais cidades da região somam um saldo positivo de 3.061 empregos no primeiro trimestre do ano.

Na avaliação de Souza, com a flexibilização das medidas de restrição do funcionamentos dos setores econômicos, em especial, os segmentos de comércio e serviços, a tendência é a economia ganhar fôlego e aos poucos avançar do ponto de vista da recuperação.

Além disso, comenta o estudioso, o governo federal, vem implementando medidas de política econômica que também contribuem para mitigar os efeitos do impacto da pandemia no crescimento econômico, sendo que algumas delas estão diretamente relacionadas a necessidade de manutenção dos empregos, como o caso da medida que permite a suspensão e redução de jornada de trabalho.

Neste contexto, ele acredita que a região conseguirá se recuperar nos próximos meses, apesar de que os dados de abril, que serão publicados em maio, ainda trazerem perspectivas negativas.  (AGÊNCIA BRASIL)

 

Brasil gera 184 mil empregos formais em março

O Brasil gerou 184.140 postos de trabalho em março deste ano, resultado de 1.608.007 admissões e de 1.423.867 desligamentos de empregos com carteira assinada. Os dados são do Ministério da Economia, que divulgou ontem (28) as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O resultado foi comemorado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele acredita que, com a vacinação da população contra covid-19, o país está retomando o crescimento econômico sustentável, com destaque para o setor de serviços.

“Ao contrário da primeira onda [da pandemia de covid-19] que nos atingiu no ano passado e destruiu 276 mil empregos em março, a nossa reação à segunda onda, agora, foi a criação de 184 mil novos empregos no setor formal. E o grande destaque é o setor que tinha sido mais golpeado durante toda a pandemia, o setor de serviços, com praticamente a metade, 95 mil empregos formais. O último setor da economia que estava no chão se levantou”, disse, durante coletiva virtual para divulgar os dados.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.200.042, em março, o que representa uma variação de 1,46% em relação ao mês anterior.

No acumulado de 2021, foi registrado saldo de 837.074 empregos, decorrente de 4.940.568 admissões e de 4.103.494 desligamentos até março.

 

Dados isolados

No mês passado, os dados apresentam saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 95.553 postos, distribuído principalmente nas atividades da administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais; indústria geral, que criou 42.150 novos empregos, concentrados na indústria de transformação; construção, saldo positivo de 25.020 postos; comércio, mais 17.986 postos de trabalho gerados; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que registrou 3.535 novos trabalhadores.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego, sendo que houve aumento de trabalho formal em 23 das 27 unidades da Federação. Os destaques são para São Paulo com a abertura de 50.940 postos, aumento de 0,41%; Minas Gerais que criou 35.592 novas vagas (0,84%); e Santa Catarina, com saldo positivo de 20.729 postos (0,93%).

Os estados com saldo negativo de empregos em março são Alagoas, que teve o fechamento de 8.310 postos, queda de 2,36%; Pernambuco, com saldo negativo de 2.762 postos, diminuição de 0,22%; e Ceará, que encerrou o mês passado com menos 1.564 postos de trabalho formal, queda de 0,13%.

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em março de 2021 foi de R$ 1.802,65. Comparado ao mês anterior, houve aumento real de R$ 60,76 no salário médio de admissão, uma variação positiva de 3,49%.

As estatísticas completas do Novo Caged estão disponíveis na página do Ministério da Economia. Os dados também podem ser consultados no Painel de Informações do Novo Caged.

 

 

 


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