Após asfalto afundar com carros, Prefeitura discute problema com concessionária

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Na madrugada de segunda-feira (28), dois carros caíram em buraco onde o asfalto cedeu. No local – Avenida dos Estados próximo à rotaória com a Valdir Felizola de Moraes – teve obra da Samar. O primeiro veículo, Fiesta da Prefeitura de Brejo Alegre, foi o primeiro e teve avaria. O segundo, um Corsa, conduzido por uma mulher, ficou preso ao buraco, mas não teve problema aparentemente. Ninguém ficou ferido. Nesta terça-feira, após visita do prefeito Dilador Borges e do secretário de Planejamento, Tadeu Consoni, ao local a Prefeitura de Araçatuba, decidiu estabelecer, junto à Samar, uma padronização de qualidade de solo a ser executada antes do fechamento dos buracos abertos para manutenção.
O prefeito Dilador Borges e o secretário Tadeu Consoni constataram, junto ao pessoal técnico da Samar (Soluções Ambientais de Araçatuba), concessionária dos serviços de distribuição e manutenção de água e esgoto da cidade, que uma tubulação antiga, de ferro fundido, rompeu-se e houve vazamento de grande quantidade de água, que minou o solo e provocou o afundamento.
De acordo com Consoni, a conversa com a Samar busca um denominador comum para melhorar a qualidade de fechamento dos buracos abertos pela empresa. Para o secretário, que é engenheiro, o solo considerado bom, logo abaixo da capa asfáltica, tem cerca de 20 centímetros e boa resistência, acima do solo natural, que segue junto às tubulações. “Quando se retira o solo e junto dele a camada de solo bom, não se pode completar com qualquer solo depois, mas tem que se garantir completar com o mínimo de 20 cm de solo de boa compactação e resistência, inclusive com aplicação de dynabase ou dynacal, que são estabilizantes de solo, para dar sustentação, e tem bom CBR (California Bearing Ratio, ou Índice de Suporte Califórnia – ISC, que mede a capacidade de suporte de um solo). Então estamos fazendo uma reunião, entre eu (Consoni), o pessoal da Samar e o prestador de serviço dela, para conversarmos sobre esse assunto”, afirmou.
O secretário municipal reconheceu uma problemática legal que interfere no serviço da prestadora. “Entendemos que há um problema de uma lei municipal pela qual a Samar tem um prazo máximo de cinco dias para fechar o buraco, mas entendo que essa lei serve para buracos onde não há vazamento de água, pois nesses casos tem-se que esperar o solo de baixo secar, senão não tem sustentação. Se jogar um solo em cima dele, ele vai compactar e vira borrachudo, pois na hora em que ele acomodar, ele puxa todo o pavimento que foi feito em cima. Eles explicam que os procedimentos evitam de serem multados pela lei, mas eu falei que, quando for assim, eu autorizo a esperarem mais que cinco dias, quando houver rompimento de tubulação e vazamento de água em quantidade muito grande”, adiantou.
Sobre a solução do problema na avenida Dos Estados, Consoni informa que o local será sinalizado e fechado com uma chapa de aço para segurança das pessoas, para esperar até que o solo se seque. “Além disso, vai ser colocado solo novo, pois o que tem no local é um solo amarelo, que não dá compactação boa. Estão trocando por um solo que atinge CBR de projeto de pavimentação, compactando até em cima e, no final, farão os 20 cm de base estabilizada, para, só então, fazer a capa asfáltica”, explicou o secretário.

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PERIGO – Asfalto cedeu e dois veículos caíram no buraco
ANTÔNIO CRISPIM


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