Diego Fernandes – Araçatuba
Uma situação inusitada no atendimento de uma idosa, no bairro São José, causou revolta em seus vizinhos. Ao solicitar atendimento do SAMU pelo 192 e não conseguir completar a ligação, uma vizinha ligou para o resgate do Corpo de Bombeiros, no 193.
Ao chegar ao local e após os primeiros atendimentos à idosa, ela foi colocada na viatura do resgate, que teve problemas com a bateria e não quis dar a partida. Um outro veículo dos Bombeiros teve que ir até o local para prestar o socorro à idosa. Moradores afirmam que a idosa ficou cerca de uma hora passando mal até ser levada ao pronto-socorro.
De acordo com Érica Cunha, que é vizinha da idosa, Veridiana Rodrigues da Silva, de 70 anos, sofreu um acidente vascular cerebral no mês de janeiro e por isso tem casos de mal-estar constantes.
Na manhã desta quarta-feira (31), Veridiana passou mal e a filha, Lucinete Rodrigues, foi até a casa de uma outra vizinha pedir que ela solicitasse uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Porém, segundo Érica, não foi possível completar as informações da ocorrência ao SAMU para que a ambulância fosse até o local. Por conta disso, os vizinhos decidiram solicitar a ambulância do resgate do Corpo de Bombeiros.
Segundo Érica, a ambulância chegou ao local por volta das 10h30, porém, não conseguiu transportar a idosa até o pronto-socorro porque o veículo não queria ligar. Foi chamada uma viatura dos bombeiros ao local e vizinhos tiveram que emprestar cabos de energia para ser feita a transferência de carga da bateria da viatura para a ambulância, conhecida popularmente como “chupeta”.
Enquanto isso, uma outra ambulância dos bombeiros foi chamada para levar a idosa até o pronto-socorro, o que ocorreu após às 11h30, mais de uma hora depois do início do mal-estar.
“É vergonhoso, que vergonha, a paciente dentro da ambulância e eles tentando dar tranco na ambulância e ela não funciona, não dá nem para acreditar”, afirmou Érica ao relatar o fato à reportagem. “Se fosse uma coisa mais grave tinha morrido”, concluiu.
A filha de Veridiana, Lucinete Rodrigues, informou à reportagem no começo da tarde que sua mãe estava sendo medicada no pronto-socorro, mas que já estava melhor em relação ao momento do atendimento.
Segundo ela, Veridiana havia acabado de acordar e estava se alimentando quando começou a ter o mau-súbito. Ela vomitou e apagou, motivo pelo qual foi solicitado o atendimento.
Lucinete mora no bairro Porto Real, mas vai todos os dias à casa da mãe para cuidar dela após ela ter sofrido o AVC, e por isso estava em casa na hora que ela teve o mal-estar.
A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e solicitou informações sobre os problemas relatados no atendimento à idosa. O LIBERAL também entrou em contato com a prefeitura para saber o motivo de o SAMU não ter conseguido atender este caso. Não houve resposta de ambos até o fechamento desta edição.



