ABQM entrega plano para realização de competições sem público no recinto

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

A diretoria do ABQM, a Associação Brasileira do Cavalo Quarto de Milha, entregou às autoridades municipais um plano para retomada das competições equestres. Desde 2019, Araçatuba é a sede dos três grandes eventos anuais da Associação, que ocorrem em abril, junho e outubro no parque equestre montado no recinto Clibas de Almeida Prado.

Em encontro realizado na tarde de ontem, o presidente da ABQM, Caco Auricchio, defendeu a volta das competições com responsabilidade. Por conta disso, a entidade copiou o plano de retomada utilizado no estado do Texas, nos Estados Unidos, onde várias competições já estão ocorrendo respeitando o distanciamento e sem a presença de espectadores.

O mandatário da entidade que representa o cavalo quarto de milha afirmou que está preocupado com o atual cenário. “A gente não quer perder a oportunidade de voltar o mais rápido possível às provas, sem público, só para treinadores, competidores, respeitando o distanciamento social exigido. Respeitando todas as regras. O nós precisamos é encontrar que tamanho pode ser essa prova pra gente dimensionar lá dentro e ver”, afirmou.

Caco Auricchio abriu, inclusive, a possibilidade de as provas acontecerem em mais locais ou cidades além do parque equestre do recinto em Araçatuba. “Cabe tudo aqui dentro de Araçatuba, que é a nossa matriz? Cabe, vamos fazer. Não cabe, nós precisamos dividir e achar cidades com menos problemas e trabalhar. O que nós queremos é que a roda dos esportes equestres volte a girar. O que nós não queremos é que essa estrutura da cadeia produtiva sofra um impacto maior do que ela já sofreu. Essa é a mensagem que trouxemos para o prefeito”, disse.

Segundo números da própria ABQM, a cadeia de criadores de cavalo quarto de milha gerava, antes da pandemia, um PIB de R$ 16 milhões, criando 600 mil empregos diretos e até 3 milhões de vagas de trabalho contando também os empregos indiretos. “Nós estamos preocupados e muito com qualquer uma dessas pessoas que por falta de uma posição ativa como essa que estamos tendo, perca mais um dia, mais uma semana, ou mais um mês de oportunidade de trabalho”, completou o presidente da entidade.

Plano

A ideia da entidade é que as provas ocorram sem a presença de público, bem como sem praça de alimentação ou lojas. Apenas competidores e treinadores compareceriam nos locais de prova, com equipe reduzida, e respeitando todas as regras sanitárias.

Haveria limites para cobertura da imprensa no evento, bem como para a permanência de profissionais essenciais para as provas como juiz, tratorista, pessoas de manejo, locutor de prova, dentre outros.

O plano prevê limite de cavalos por competidor, distanciamento mínimo de 6 metros entre os trailers, além de ser vedada a participação de familiares e convidados nas provas.

Para Carlos Braga, presidente do Conselho de Administração da ABQM, é importante que o criador coloque seu cavalo em competição para que os negócios possam seguir acontecendo. “Para que o cavalo tenha a projeção, a viabilidade comercial e de criação nós precisamos realizar provas, mesmo que sejam fechadas, pequenas, seguindo protocolos de segurança, sanidade, de proteção à vida, mas é importante que mesmo que aos poucos as provas comecem a se realizar. Precisamos que a roda ande, que a engrenagem funcione na cadeia produtiva do cavalo quarto de milha com treinadores, competidores, ferradores, todos os profissionais que vivem do cavalo”, afirmou.

Em 2020, a ABQM já adiou o primeiro evento que ocorreria no mês de abril, entre os dias 18 e 26. Em 2019, as competições trouxeram impacto de R$ 10 milhões na economia de Araçatuba, com 15 mil visitantes por dia no recinto. Foram ainda 8 mil conjuntos inscritos em 330 categorias de provas, com 1.500 competidores por evento e mais de 2.500 animais participantes de 18 estados diferentes.

Saúde vai avaliar

Segundo o secretário de governo de Araçatuba, Manoel Afonso, que recebeu o plano da diretoria da ABQM ao lado do prefeito Dilador Borges (PSDB), o próximo passo é avaliação pelas autoridades de saúde do estado e do município para que haja viabilidade técnica.

Ele afirmou otimismo e citou o tamanho do parque equestre de Araçatuba como trunfo para que sejam feitas as competições. “A gente já vem conversando com o pessoal da ABQM. Vamos tentar envolver o DRS (Departamento Regional de Saúde) pra gente ver se seria possível, respeitando todos os protocolos de distanciamento, de higienização, fazer aqui no recinto. Eu vejo com otimismo, porque o recinto é muito grande e a proposta da ABQM não seria um evento, somente fazer uma prova interna para os criadores”, disse Manoel Afonso.

ABQM


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